sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Greves ad usum delphini

A greve é a arma dos trabalhadores? Sim, mas só se os sindicatos de esquerda acharem que sim. Em Junho de 1974, a greve não era lá muito incentivada por socialistas e comunistas, como se pode ler nesta notícia na Vida Mundial de 7.6.1974.

Nessa altura, os trabalhadores dos transportes públicos, tal como hoje pretendiam lutar pelos seus direitos através da greve que até há poucos meses era manifestação proibida por lei.
Não obstante, o "partido dos trabalhadores", com a autoridade que tal estatuto lhe conferia, entendia que " Nas condições actuais- explicava um documento do PCP-a arma da greve deve ser cuidadosamente usada e só depois de esgotadas outras formas de luta através da negociação com o patronato e quando a resistência dos patrões impeça a conquista de reivindicações realistas".

O Partido Comunista nessa altura mostrava sinais de sentido das coisas e da realidade do momento. E por isso mesmo decretava a inoportunidade da greve.
Hoje em dia é o que se vê: greves por motivos estritamente políticos e sem qualquer ligação a reivindicações concretamente realistas. Greve pela greve, geral de preferência.

Na mesma altura o PS entendia de modo  igual:  as greves contribuíam para o caos económico...


1 comentário:

Floribundus disse...

o pcp ainda não ganhara a força bruta que mais pensou adquirir.

quis 'partir os dentes à reacção' e acabou desdentado. agora usa dentes implantados.

a história não os compreende. parecem moscas a marrar contra as vidraças.

o intelectual arménio tornou-se psitacista. parece um disco partido.

actualmente estamos falidos, sem caos económico

nunca vejo pobres nas greves nem nas manifestações
só classe média que possui automóvel e casa por pagar por ter 'mais olhos que barriga'

'o sol brilhará'

Salazar: os valores desaparecidos