Esta é de Setembro de 1974, publicada também no Diário de Lisboa, na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro.
É reparar na onda de prisões e nos nomes dos presos, sem dúvida todos "fascistas" de gema. O falecido Artur Agostinho só porque apresentava programas de tv tipo variedades ( No tempo em que Você nasceu. por exemplo) era um perigoso fascista, como o era a Amália que se desunhou para obter o reconhecimento "democrático" o que aliás demorou ainda um certo tempo e para os comunistas nunca o foi verdadeiramente.
Com o comunismo é assim mesmo: os nomes determinam a acção. A mudança das palavras é a magia que transforma a realidade. Os tais "fascistas" presos nunca foram julgados, estiveram alguns deles meses sem qualquer acusação formal ou mesmo informal, à ordem dos militares progressistas, os tais que conferiam autoridade ao direito natural dos comunistas mandarem prender...
Evidentemente também os mais novos não sabem disto e pensam que o PCP e os siryzas são organizações partidárias perfeitamente democráticas e defensoras dos trabalhadores.
Foi agora republicado o Livro Negro do Comunismo, mas a memória história, essa, só permanece em quem a viveu e em quem a tem.