segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O jornalismo é um problema político, diz São José de Almeida...

No programa Prós & Contras está a decorrer um debate sobre o jornalismo português.

Está a falar São José de Almeida do Público que acabou de dizer que jornalismo e gestão são coisas que não se misturam.
Pois não: o Público deu sempre prejuízo e o patrocinador- a SONAE- exerce uma espécie de assistência económica às preocupações culturais desta  gente que acha que cuspir na sopa é um acto de coragem jornalística. O jornalismo de São José de Almeida é subserviente a uma ideia e a uma ideologia: a Esquerda. É assim porque é assim e se não houver público para comprar o jornal Público que se dane o público, enquanto a SONAE financiar a aventura ideológica. O Público, com São José de Almeida e o núcleo duro do soviete que o sustenta é apenas um produto da filantropia capitalista da SONAE. Ironias do destino...

Por essa razão, a senhora acha mesmo que  "o problema do jornalismo é um problema político", como acabou de dizer.  O tal problema político é exactamente o mesmo paradigma mental que lhe serve para avaliar o modo como, por exemplo,  este governo lida com os problemas económicos.
Tal como diz um Jerónimo arqueológico e enquistado no estalinismo, é preciso mudar de políticas para resolver o problema económico...

São José de Almeida e outros jornalistas desse timbre deviam trabalhar num jornal como o antigo O Diário, o tal da "verdade a que temos direito" e que acabou falido. Nem a mudança de "políticas" lhes valeu...

Estrela Serrano a antiga decana da ERC  está a perguntar publicamente por que razão os cidadãos portugueses não compram jornais. E adianta algumas  que já eram válidas em 1970: o analfabetismo e a iliteracia, os mitos de sempre para esconderem a incapacidade e incompetência profissional.
Ora acontece que nessa altura provavelmente vendiam-se mais jornais e alguns eram mais bem feitos do que qualquer um dos actuais e estou a lembrar-me do Diário Popular, por exemplo.
Serrano não lhe ocorre o óbvio: os portugueses não compram jornais porque os jornalistas querem sempre impingir-lhes a opinião que têm sobre as notícias que relatam.
Fazem-no na escolha dos títulos, na redacção dos temas e notícias, na profusão exageradíssima de opinião publicada e na tendência para a opinião de sentido único, sem grande leque de pluralismo.

É preciso dizer claramente o seguinte sobre o jornalismo português: essencialmente é de esquerda. E isso tolhe o pluralismo necessário e o equilíbrio democrático. A democracia não é apanágio da esquerda, exclusivamente.
É esse o mal e os portugueses estão fartos disto e não compram ideologia em papel.
Um tal José Luís Garcia que parece que ensina estas coisas acabou de dizer isso mesmo: já não precisamos de um Salazar para acabar com os jornais porque a crise económica o fará; já não é preciso a ditadura de Salazar para empobrecer o país porque já temos os tecnocratas e o neo-liberalismo para o fazer.
Aí está o discurso corrente e coerente da Esquerda. E aí estão os jornalistas para lhe fazerem a cobertura mediática. Total.

9 comentários:

Floribundus disse...

a almeida e a serrano avacalharam os jornais que os novos nunca irão ler
porque preferem a net.

a velhada do meu tempo e das ditas damas
não está interessada naquele tipo de paleio. não servem nem para redigir anúncios.

estes fósseis passaram ao lado dos novos modelos de comunicação e não deram por isso.

estamos a pagar a factura do maio da pílula e do abandono da camisa

lusitânea disse...

A venda de peixe estragado desta rapaziada toda ao longo de anos e anos acabou e acabará por lhes cair em cima.Porque eles para se safarem teriam que ter "novas políticas" piores do que as das que se queixam no Salazar.Umas forças repressivas obedientes, uns campos de concentração/doutrinação, um único partido a mandar...
Como tal não é possível e porque todo o zé povinho anda já a pagar a factura "socialista-internacionalista" das boas políticas esquerdistas cheira-me que daqui para a frente só vão andar para trás...e há muito que recuar...

Karocha disse...

José

Não sei se sabe que, agora há um jornal novo on-line.

Kaiser Soze disse...

Como se vem tornando hábito por cá e por todo o mundo, vivemos uma época em que o meio desapareceu.
Ou se é a favor disto ou daquilo, em termos puros, o que é absolutamente impossível de conciliar ou, sequer, de conviver.

A ideia, por exemplo, de que podemos aceder a notícia, qua tale, na net é absurda.
A notícia, que é diferente da opinião, necessita de trabalho profissional e, até ao limite do possível, imparcial.
A net, como, na verdade, muitos dos jornais que vivem de notícias fornecidas por departamentos de comunicaçãoe e centrais de informação como a reuters ou bloomberg, requentam o que lhes entregam e esse não pode ser o caminho.

Além de que o que mais me assusta no estado actual das coisas é a centralização e o arrepio na espinha que me dá sempre que me lembro da Fox News,

josé disse...

A Bloomberg é imparcial nos assuntos que envolvem judeus?

A Fox News é imparcial em assuntos que envolvem políticas neo-liberais e conservadoras?

Kaiser Soze disse...

Uma leitura meio atenta do que escrevi antes levará exactamente à conclusão contrária que resulta das retóricas antecedentes.

josé disse...

E como é que será possível a imparcialidade de quem nunca o logrou ser?

josé disse...

A imparcialidade deve ser uma qualidade imprescindível de quem aplica justiça.
Mas não de quem anuncia e noticia coisas, eventos e factos.

O importante é sabermos sempre de que lado está o vento a soprar quando os manda-chuva começam a mandar.

Se soubermos que determinado órgão informativo e de esquerda ficamos cientes que a parcialidade será essa. Se for conservador ou de direita, também.

Se eventualmente um desses conseguir por um esforço titânico dar a palavra ao outro lado, então é esse o órgão de informação que ganhará a preferência.

AL disse...

Um dos maiores gozos que tenho é ler de graça, no continente, o jornal público. Dar dinheiro à camarilha das são josés e outros e outras que tais, NUNCA. O mesmo faço com o expreeso, ler de graça, às vezes, comprar, NUNCA.