Lá dentro fazia-se uma cronologia dos acontecimentos que iriam desencadear uma precipitação do PREC e o advento do Verão Quente.
Dali em diante o processo revolucionário que já estava em curso, acelerou e foram nacionalizados imediatamente, a banca e os seguros, para grande gáudio de alguns. A Vida Mundial exultava já na semana seguinte, em 20 de Março
Um tal Blasco Hugo Fernandes, "antifassista" assim como um inacreditável Eugénio Rosa afiançavam que assim é que era e que tal iria significar "um grande salto na agricultura" ( BHF) e que "accarretaria maior segurança para os depositantes" (ER).
No ano seguinte estávamos na bancarrota, mas a culpa continua a ser do maldito fassismo que se recusava a desaparecer do imaginário desta Esquerda. Aliás, ainda não desapareceu, 40 anos depois. E o economista Rosa continuava a escrever sobre Economia. Como hoje...
É destes delírios e destas "novas políticas" que os comunistas ainda sonham hoje em dia. Os demais, sonham em não lhes lembrarem estas imbecilidades. Quanto ao ambiente em Portugal, nessa altura, era simplesmente surrealista, como se pode ler no texto da revista. O diálogo com os dois tropas, o bravo capitão Diniz de Almeida, herói improvável do dia que colocou o comunismo a mandar em Portugal, em que Adelino Gomes, repórter de tv brilhou também nesse escuro, e um capitão dos "paras", Sebastião Martins é isso mesmo: surrealista.Parece um diálogo complementar ao da "ida à guerra" do Solnado...