sexta-feira, março 21, 2014

Abyssus abyssum invocat: a asneira puxa asneira.

O trotskista Louçã apela a outros que tais...


"Apelo por Portugal", chamou Louçã à carta que enviou a colegas universitários nos Estados Unidos e Inglaterra a pedir que recolhessem assinaturas "entre colegas e amigos" para o manifesto pela reestruturação da dívida.
O Expresso mostra-lha a carta. "Fiz o que tinha a fazer", afirma Francisco Louçã, "sempre em coordenação com João Cravinho", o "pai" da ideia. 

 
Dear colleagues,
You are certainly aware of the discussions among economists in the countries under the troika programs. In the case of Portugal, a new fact changed the context of the national debate on austerity: 74 economists, including an impressive number of ex-finance ministers of previous left and right wing governments, made a call for restructuring of the debt and challenging austeriry. I signed it and all those supporting a new strategy for employment and growth.
This is very important, since in a couple of weeks a decision will be made on what will happen after the end of the troika program (may 17th). This call for the restructuring of the debt and a new policy generated a new perspective: the IMF, the European Commission and of course the Government made public statements against our call.
An european perspective would be most welcome on this. I attach a small text in this sense. It would be most helpful if some renamed economists could stand for this.
Could you sign it? Would you help diffusing the text for signatures among colleagues and friends?
All the best
Francisco 
A carta, num inglês técnico aprimorado e digno do antigo Primeiro, já foi glosada aqui, ( e corrigida ortografica e gramaticalmente) envergonhando o seu infausto relator...coitado.


Quanto a Cravinho...já vem de longe, de muito longe. O que ele andou p´raqui chegar...

Para se entender bem o país que somos é preciso saber quem são estas pessoas e de onde vieram, porque o pedigree destes iluminados é tão brilhante quanto um buraco de toupeira. 

Em 1974 Cravinho, que tinha sido um "tecnocrata" do "fassismo" associou-se logo à Esquerda, mas escrevia no Expresso de 16 de Novembro de 1974 pérolas deste teor, onde denotava já a suprema confusão de conceitos e ideologias que andava por aquele bestunto:

Cravinho, à semelhança de um Constâncio é um bluff nacional. Sempre lhe deram maior importância intelectual do que aquela que realmente demonstram. Cravinho é responsável por muitas asneiras que se fizeram em Portugal, na Economia, nos últimos anos, particularmente nos de Guterres. Desmantelou a JAE, sob pretexto de ser um antro de corrupção e criou outros tantos que desembocaram na aventuras das SCUTS que o mesmo criou ou desenvolveu, para além do razoável.

Em 1975, o Expresso, sempre atreito aos piores vícios políticos nacionais, convidava-o para dar palpites sobre a Economia. 
É ler o que dizia em 5 de Novembro de 1975 e que é de fugir a sete pés deste intelectual da treta económica sem eira nem beira que se possa respeitar.

Evidentemente que foram estas belas ideias económicas, a reboque de uma Esquerda marxista que nos conduziram directamente à primeira bancarrota de 1976, coisa que no regime anterior nunca tinha sucedido. 
Os seus fautores, inspiradores e artífices nunca se deram por achados e muito menos Cravinho, o "tecnocrata" reciclado no PREC e compagnonn de route do MES.
O MES congregava luminárias incandescentes como Alberto Martins e Ferro Rodrigues, para além de Celso Cruzeiro e Galvão Telles ( agora muito bem recostado numa firma de advocacia do regime, tal como outras, com figurões semelhantes).
Há uns anos ( 2010) dois dos próceres, uns tais Paulo Bárcia e António Silva,  organizaram um livro de memórias e elencaram  nomes e factos, para além de fotos e efemérides. É deprimente ler aquilo, mas ficam duas páginas exemplares do que pensam: "pelo sonho é que vamos"...poderia ser o mote de vida. No entanto, todos eles se arranjaram muito bem na vidinha. Raros serão aqueles que não tiram rendimentos superiores a 10 mil euros por mês, o que mostra bem o regime onde chegamos.
No entanto, em Fevereiro de 1975 todos juravam pelo...comunismo. Irónico, não é? E são estas luminárias que vêm agora com propostas para salvar o país quando foram dos que mais porfiaram para o conduzir á bancarrota nos últimos anos...
Pois volto a repetir: eh pá! Saiam da frente, por favor. Não se sacrifiquem mais que os vossos sacrifícios só nos trazem desgraças. 
Vão-se embora. Como dizia um amigo vosso aos guardas que o escoltavam. "desapareçam!" 

Questuber! Mais um escândalo!