Reproduzo aqui um postal de jcd, no blog Blasfémias, sobre uma tonta: Raquel Varela, que se diz historiadora do trabalho, num instituto da Nova ( que deve ser pior que o ISCTE) e produz asneiras de calibre inadmissível num estudante de secundário, dos antigos, ou seja do tempo do "fassismo" que a tal Raquel tanto vitupera por escrito.
Esta Raquel ensina. Mas ensina o quê, santo Deus? Quem é que avalia a sua prestação profissional, com ditos deste calibre que segue?
Na sequência de um ´post´no
Facebook, chamo também aqui a atenção para uma notável sequência
imparável de disparates desta “entrevista” de Raquel Varela à SIC-N. Algumas pérolas da Raquel:
“Se nós produzimos 100 e temos 130 para pagar, é óbvio que não é pagável.”
Este argumento é mesmo de quem não percebe nadinha do que está a
dizer e cai, uma vez mais, na habitual falácia de confundir fluxo com
stock. Na escala da Raquel, produzimos 100 num ano, 200 em dois,
trezentos em 3, 1000 em 10. E a dívida é 130.
“Nós neste momento já não temos filas de miseráveis que colapsam por ausência de emprego”.
Quando é que tivemos?
“suspender o pagamento de dívida pública, que aliás aconteceu na Irlanda.”
Aconteceu o quê, na Irlanda? A Raquel não para. Há uma atração para o
abismo que se apodera dela e, do meio das roupas de marca e dos gadgets
capitalistas de que a Raquel tanto gosta, brota um verdadeiro
concentrado de palermice.
Mais da Raquel (que acredita que o dinheiro que o PS recebeu do SPD
no pós 25 de Abril, foi utilizado para criar um colchão social):
“A suspensão do pagamento da dívida pública não pode ser feita sem
garantir outras fontes de capital, nomeadamente os fundos de capital
que estão na banca”.
Que fundos serão esses a que ela se refere? Pensará que há um cofre
nos bancos com milhares de milhões de euros? É ao contrário, Raquel. Os
principais credores da dívida pública portuguesa, para lá da troika, são
os bancos portugueses. O que esta suspensão significaria seria um
afundanço completo da CGD, BCP e BES. A primeira consequência da
suspensão de pagamentos da dívida pelo estado português seria a
necessidade de nacionalização da banca, o que, para a Raquel,
corresponderá à concretização de um sonho de longa data.
“Na altura foi dito que o empréstimo [à banca] seria usado para pagar salários”.
Inventou. O empréstimo sempre foi para os bancos acederem a rácicos
de capital mais elevados, de acordo com as novas normas de capitalização
da banca.
Por aí fora. É absolutamente notável. E servem os nossos impostos para pagar salários a esta tonta…
Só mais um comentário, corroborando outro que li naquele postal: a dita não tem culpa de que a informação da SIC-N seja o nojo que é e que por isso a convidem para dar bitaites. Um tal António José Teixeira, chefe do departamento de informação é que tem. Mas o nível cultural do dito deve andar pelo mesmo rés-do-chão.