terça-feira, 27 de outubro de 2020

Os franceses perdem a cabeça com a liberdade de expressão. Por cá, nem é notícia.

 Notícia de hoje: 


Há uns dias atrás, no dia 16 deste mês,  uma sexta-feira de tarde, numa escola na região de Yvelinnes , perto de Versalhes, um professor francês de história e geografia foi decapitado por um jovem refugiado de 18 anos de proveniência chechena.  
Os detalhes,  motivo e contexto do acto estão explicados aqui, na revista Marianne e Le Point desta semana que passou. 



O crime de ódio suscitou a indignação dos franceses em geral e resultou em manifestações de rua, na capital francesa e nestas capas de três semanários franceses desta semana: 




 O acento tónico que as revistas colocam no assunto tem a ver com a liberdade de expressão e a garantia de que o ensino nas escolas também pode comportar a possibilidade de ofensas a credos religiosos, como o islamismo, sem que tal conduza a execuções terroristas. 

O articulista Jacques Julliard puxa dos seus pergaminhos de professor de história para dizer que o islamismo-esquerdista anda aliado ao islamismo-fascista, ambos radicais e motivo profundo da barbárie terrorista instalada. Cita Voltaire, naturalmente, para denunciar o fanatismo,  religioso neste caso. 


As datas fatais do radicalismo islâmico em França foram assinaladas no jornal 1 desta semana:


Como se mostra, os franceses criaram os corvos e estes, como é natural, já lhes picam na cabeça. Como já se percebeu o problema não é exactamente o da liberdade de expressão mas outro, muito mais grave. E os islâmicos já entenderam o recado. Veremos o que vai sair daqui.

No mesmo jorna aparece um artigo de Voltaire sobre o fanatismo religioso...e este artigo deveria fazer pensar alguém como o padre Portocarrero
Blasfemar é  uma ofensa aos crentes e até um pecado para quem é crente. Mas os pecados não devem ser punidos pela justiça dos homens...e as ofensas injuriosas também não devem ser punidas com pena de morte.


Em Portugal estes acontecimentos quase nem foram notícia e muito menos houve manifestações dos radicais cá do burgo. Et pour cause...

ADITAMENTO em 28.10.2020.


Faltava esta, de direita moderada, culta e que nem temos por cá, para mostrar como é: 





Como se pode ler a questão não se resume à liberdade de expressão mas assume contornos muito mais graves e sérios: trata-se de uma guerra a travar contra o islamismo radical, contra a ideia de separatismo religioso que esta religião quer impor em França aos franceses de todos os credos. E durante décadas a França contemporizou e criou tais corvos no seu seio...em nome de uma noção de liberdade saloia que teve efeitos perversos. 

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