quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Van Halen, o salto dos anos oitenta

 Morreu Edward Van Halen, o guitarrista da banda americana homónima e que marcou a música popular nos anos oitenta. 

O primeiro disco a sério dos Van Halen saiu em 1978 e vendeu logo coisa que se visse nos charts americanos. Para abreviar, a história dos discos e êxitos vem toda aqui e por isso quem quiser pode ler. 

Aqui não é disso que se trata mas dar conta do modo como chegou até  estas paragens o conhecimento do grupo e do seu guitarrista notabilizado em dar rápidas pancadinhas sonoras no braço da guitarra eléctrica para lhe extrair sons que outros inventaram. 

Logo em 1978, com este disco, o tema Eruption fazia furor por causa do estilo então amestrado pelo guitarrista, de um rock pesado de distorção sonora e melodias a acompanhar.


Não obstante tal data de lançamento só o comprei muito mais tarde, já nos anos dois mil e por causa dos restantes discos que entretanto o grupo publicou. 

As revistas americanas da especialidade começavam logo a dar atenção ao guitarrista agora falecido.

Em 1980:


E em 1981 já se perguntavam se não seria o maior do mundo e arredores:


Nessa altura de 1978, porém, nem sequer na minha bíblia de então, para a música popular, a francesinha Rock&Folk, teria podido ler algo sobre o disco. Nem foi recenseado...e apenas em Abril de 1979 pude ler a crónica de Philippe Manoeuvre que escrevia como poucos sobre tais músicas, na Rock&Folk, sobre o segundo disco do grupo.


A recensão era ditirâmbica se comparada com a mornice da apreciação ao disco dos Bad Company, já na sua quinta tentativa de lá chegar, aos tops, mesmo com Paul Rodgers a cantar.

Segundo reza a Wiki os Van Halen enfiaram quatro discos, entre os anos 1979 e 1982, nos mais vendidos da época. 

Em Julho de 1981 o mesmo Manoeuvre escrevia assim sobre um dos discos desse ano ( Fair Warning): 


Em 1984 deram o grande salto, com Jump!, do disco com o nome mais original desse ano- 1984. Em Fevereiro a Rock & Folk não poupava elogios. 


A partir daí e depois desse Jump! foi sempre a saltar nos tops e as revistas ( como a Guitar Player de Julho de 1984)  davam conta disso e iam repescar o primeiro êxito para mostrar como se fazia: 



Em Setembro de 1984 a Rock&Folk deu-lhes a capa e um artigo desenvolvido e até Michael Jackson o foi convidar para solar em Beat it, do disco Thriller, o mais vendido dessa década e depois disso.



Para se ter uma pequena ideia da influência e profusão de imagens que o grupo e o seu guitarrista a partir de então tiveram na música popular, basta consultar no Google as imagens disponíveis, assim:






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A delinquência no poder