Segundo o Jornal da Noite da TVI, Sara Ferguson, ex-mulher do príncipe André, do Reino Unido, tentou receber 500 mil libras por um pequeno tráfico de influência: apresentar um suposto negociante, ao ex-marido. Só isso.
Pormenor que faz a notícia: o negociante era jornalista encapotado e o encontro foi gravado em video, com som bem audível.
Resultado: aquela já chorou lágrimas de arrependimento e o escândalo fez a capa do News of the World, uma espécie de Correio da Manhã local. Não ouvi ninguém falar de ilegalidades ou inconstitucionalidades ( coisa que os ingleses nem tem).
Sugestão: em vez de escutas telefónicas para apanhar coisas "nulas e de nenhum efeito", os jornalistas portugueses poderiam fazer o mesmo. Tentavam apanhar os mentirosos que pululam no nosso espaço político, com gravações clandestinas e de prova irrefutável.
Teria uma vantagem: nenhum jurista poderia dizer que havia inconstitucionalidades ou seriam escutas nulas e de nenhum efeito. Mesmo em cima do risco criminal, pela gravação ilícita, sempre haveria um Costa Andrade para defender que o interesse público do jornalismo se sobreporia em justificaria a prática do ilícito.