Ontem, na A.R., o grupo parlamentar do partido Socialista aplaudiu, com uma salva de palmas, a prestação invulgar do deputado Ricardo Rodrigues, digna de um prestidigitador, ao surripiar dois aparelhos Olympus, de gravação digital, aos repórteres da Sábado.
Quem vir o video perceberá a habilidade do deputado para estas coisas...
Talvez por isso mesmo, o líder de bancada, inebriado com tamanho virtuosismo, não se coibiu nem poupou nas palavras:
" Conto com ele, o partido conta com ele e o país conta com ele, porque é um homem de craveira e de qualidade e o Parlamento não pode estar assim a prescindir de figuras com esta qualidade".
Se isto já não chegar para rir, vamos até às lágrimas com as declarações abonatórias de Jaime G. outro açoreano de gema que, segundo o Público, "relativizou o facto do furto dos gravadores ter ocorrido nas instalações da AR e tendo como protagonista um deputado".
Quem não afina neste diapasão e desta vez rema contra a maré de exculpação é o improvável Vital Moreira. Assim:
"Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa "tablóide" nos habituou). E em última instância só responde ao que quer..."
Palmas para Vital.
Quem vir o video perceberá a habilidade do deputado para estas coisas...
Talvez por isso mesmo, o líder de bancada, inebriado com tamanho virtuosismo, não se coibiu nem poupou nas palavras:
" Conto com ele, o partido conta com ele e o país conta com ele, porque é um homem de craveira e de qualidade e o Parlamento não pode estar assim a prescindir de figuras com esta qualidade".
Se isto já não chegar para rir, vamos até às lágrimas com as declarações abonatórias de Jaime G. outro açoreano de gema que, segundo o Público, "relativizou o facto do furto dos gravadores ter ocorrido nas instalações da AR e tendo como protagonista um deputado".
Quem não afina neste diapasão e desta vez rema contra a maré de exculpação é o improvável Vital Moreira. Assim:
"Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa "tablóide" nos habituou). E em última instância só responde ao que quer..."
Palmas para Vital.