sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ao que isto chegou!

António José Morais, o professor das quatro cadeiras do antigo aluno da Independente que governa o país, deu uma entrevista. Para falar de...corrupção! E da ruína que são as PPP, as parcerias público-privadas.

António José Morais está a ser julgado precisamente por factos que têm a ver com corrupção e branqueamento de capitais, no caso da Cova da Beira, já com uma boa dúzia de anos em cima. É um caso de dinheiro recebido de modo pouco claro e que supostamente colocou em offshore para se livrar de obrigações legais, digamos assim para poupar explicações mais detalhadas e que constam do despacho de pronúncia.

António José Morais fala agora para explicar o que em 2007 não podia: a razão por que saiu do IGFIJ- o instituto de gestão financeira e das infra-estruturas da justiça. Diz que foi por causa do seu modelo de gestão ter entrado em colisão com o actual , vindo de Conde Rodrigues e que conduziu, segundo o mesmo, a uma gestão danosa. O pior é que António José Morais pode muito bem ter razão. E explica assim, ao Diário de Notícias, citado aqui:


"Nesse modelo, o Campus da Justiça de Lisboa seria mais barato?

No caso do Campus da Justiça do Porto, se ele for construído, o Estado vai pagar 157 milhões de euros a mais. É chocante. No caso do Campus da Justiça de Lisboa, o Estado vai pagar a mais 204 milhões de euros. Eu sei que os números assustam. Mas está a ver onde está a diferença: é entre o 1,8% que era possível negociar com a CGD, ficando os imóveis para o Estado, e os 8% que estão a ser pagos nas PPP, ficando os imóveis para os privados. Em Lisboa pagam de renda 1,15 milhões de euros por mês, mais um milhão por ano por gestão de condomínio, que eu não sei bem o que é. Não estava no contrato.

Propôs esse seu modelo à tutela?
Conde Rodrigues e o outro membro do conselho, Feliciano Martins, sabiam disso, mas após a minha saída rasgaram a negociação com a CGD, e optaram pelas PPP. Acho um roubo. Para mim é gestão danosa. Para além de outras coisas…

Que outras coisas?
Não quero falar de outras coisas. O que acho é que é urgente nacionalizar as PPP. São uma ruína para os portugueses."

Isto é verdadeiramente espantoso! Dêem o estatuto de arrependido ao homem! Ou já agora, à mulher que também está a ser julgada, o que ainda seria melhor...
Embora não exista tal estatuto no nosso direito penal, valia a pena ouvir o professor Morais contar mais coisas que certamente sabe.
Para já denunciou "um roubo" e apontou suspeitos. De que está à espera o MºPº de Morgado?



3 comentários:

Pisca disse...

Como não é futebol a "santinha da ladeira" não faz nada. Está lá a Cândida, a Rainha da Inglaterra, etc... Resta esperar que algum bravo Procurador da "base", à semelhança do que aconteceu na novel Comarca do Baixo Vouga, meta mãos à notícia, sem interferência da nefasta hierarquia.

Karocha disse...

De nada José!!!

Mani Pulite disse...

COM A BENÇÃO DO NOVO SANTO PATRONO DO DUQUE DE PALMELA,SÃO MARCOS ARQUIVISTA,TUDO SERÁ ENTERRADO NAS SARJETAS DO RATO.