quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O recorrente discurso dos "meios"

Público, via InVerbis:

Com o ministro da Justiça, Alberto Martins, sentado na primeira fila da sala da Procuradoria em Lisboa, Pinto Monteiro criticou duramente a ausência de meios com o consequente atraso das perícias e a acumulação de processos nos tribunais.

Isabel São Marcos tomou hoje de manhã posse oficial como vice-procuradora geral da República, numa cerimónia em Lisboa presidida pelo PGR e onde esteve presente quase todo o poder da Justiça em Portugal. Pinto Monteiro comparou a situação que se vive actualmente na Justiça há de 30 anos atrás, defendendo a mudança da lei, caso não se consiga obter os meios necessários
.

Em 2008, o discurso do mesmo PGR era este:

Pinto Monteiro assumiu, também, que o Ministério Público não está preparado para lidar com a criminalidade económica e financeira. "Eu nunca peço mais meios. O que digo é que fazemos o que podemos com os meios que temos", disse o procurador. "Tenho 25 inspectores tributários a trabalhar na Operação Furacão mas também tenho dois milhões de documentos contabilísticos para investigar", acrescentou.
Que se há-de fazer? Criticar a escrita jornalística em que se refere que "Pinto Monteiro comparou a situação que se vive actualmente na Justiça há de 30 anos atrás"? Não adiante porque isso é apenas um sintoma. Relevante, sem dúvida, mas apenas isso. Um sintoma dos tempos.

1 comentário:

Mani Pulite disse...

ESTES PINTOS DO CARALHO FICARAM OS DOIS COM FALTA DE MEIOS.OLHA, VÃO CHUPAR NO CARACULU!

As achas das rachas