Aqui há uns anos ( em 2012) um juiz chamado Ivo Rosa foi nomeado pela ONU para integrar tribunais
internacionais, no caso o do Mecanismo Residual dos Tribunais
Internacionais.
Na altura, o tal juiz falou ao Expresso e deixou-se fotografar assim:
Entre outras coisas disse isto sobre o Tribunal Central de Instrução Criminal, onde estava, sozinho, o juiz Carlos Alexandre:
"O tribunal devia ter dois juízes, no mínimo". Porquê? Ninguém ( Rui
Gustavo) lhe perguntou. Porque sim, portanto. E porque não? O jornalista
ainda balbuciou que não havia atrasos processuais e que o actual juiz
não é da mesma opinião. Mas Ivo Rosa, o juiz bem vestidinho e de pose
assinalável na foto composta, afinfa: "Essa questão tem de ser decidida
por dados objectivos e não porque o juiz quer ou não quer." Ele, juiz
Rosa, quer.
Sobre os "dados objectivos" que não enunciou e se ficou pelo querer,
ficamos todos na mesma: a observar o juiz bem vestido, de pose
assinalável numa compostura pessoal de juiz que devia estar reservado.
Quando este juiz foi colocado, recentemente, no TCIC, na sequência premonitória daquelas declarações antecipadas, ninguém lhe perguntou porque quis ir para lá e ninguém o confrontou com as mesmas. É altura disso. Como é altura de lhe perguntar porque é que ao contrário do seu colega prescinde habitualmente de segurança. E outras coisas mais.Por exemplo, sobre o seu "sistema de contactos". Sabemos quem são os do juiz Alexandre. Sobre o juiz Rosa, sabe apenas quem sabe...o que levanta a questão de saber se um juiz só por ser silencioso e reservado merece logo toda a confiança, falando por si as decisões nos processos. E se estas forem sucessivamente anuladas por tribunais superiores como é que se equaciona tal fenómeno?
Além disso, o dito juiz Rosa, já nessa altura não era alheio aos apelos mediáticos e a pronunciar-se sobre certos assuntos, ao contrário do juiz Alexandre...
É ver aqui, em Junho de 2011 quando era ainda presidente das varas criminais...