quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A "delação premiada" dá nisto...e portanto, por cá, nem sonhar com tal coisa...


A polícia brasileira informou hoje que encontrou o equivalente a mais de 13,7 milhões de euros num apartamento, alegadamente usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador, a maior apreensão em dinheiro vivo no Brasil.

Geddel Vieira Lima já foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Brasil de realizar manobras para dificultar as investigações sobre esquemas de corrupção no banco estatal brasileiro Caixa Económica Federal e de desviar recursos de um fundo de investimento dessa instituição.

Até novembro do ano passado, era ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, mas foi forçado a renunciar devido a fortes pressões decorrentes de suspeitas de que havia incorrido no suposto crime de tráfico de influência.

As autoridades policiais do Brasil explicaram que descobriram este apartamento, supostamente utilizado por Geddel Vieira Lima como "bunker" para armazenamento de dinheiro vivo, graças a informações recolhidas nas investigações da operação Cui Bono, um desdobramento da Lava Jato
.

Este postal é dedicado ao dr. Rui Patrício e outros advogados da nossa praça, sempre preocupados com a malfadada inversão do ónus da prova que desagua em condenações de inocentes em vez de absolvições de culpados.  A desgraça ainda seria maior se estas notas falassem...

Quanto ao presidente Temer, nada tem a temer. A prova é residual e nem a delação premiada o atinge. Aliás, em Portugal, tem amizades bem colocadas.

imagem tirada daqui.

3 comentários:

Floribundus disse...

por cá temos gente injustamente acusada e à solta
44. vara, salgado, face oculta ...

jkt disse...

Na droga vale quase tudo, nesta coisas é que nem por isso.

Neo disse...

Ora, José. Não seja tão rigoroso. Trata-se apenas de uma cativação. Dinheiro do proletariado.


O Geddel, se for esperto, forma uma LUAR na Venezuela ou Cuba e pede asilo político.