sábado, 2 de setembro de 2017

Copy, it´s all right!

 Observador, artigo de Maria João Avillez sobre Balsemão:

Hoje já não sorrimos assim. Mas nesta primavera de 1981, Francisco Balsemão sorria para a jornalista do Expresso, que acabava de receber um prémio internacional, devido a uma reportagem publicada nas suas páginas. E eu olhava para o fundador do jornal e na altura primeiro-ministro, como se aquilo que me ocorria fosse uma coisa a meias. E de certo modo era. O Expresso, ele, eu, alguns colegas mais, tínhamos sido, por esses tempos, uma espécie de entidade quase indesligável, tanto oficiáramos em conjunto: a revolução, os militares, o Conselho da Revolução, Soares, Sá Carneiro, Cunhal, os partidos, o PREC, os quartéis… Essa vida que vivemos entre dois mundos, duas realidades, balançando entre o possível e o impossível.
Toda a grande imprensa internacional rumava ao Expresso. A rua Duque de Palmela era um porto de abrigo para os incrédulos directores dos media que vinham do estrangeiro e a quem Francisco Balsemão tentava explicar essa quadratura do círculo que era um país ocidental (e da NATO) onde eleições ordeiras com resultados que exprimiam uma saúde democrática, coexistiam, em excesso e desconcerto, com um demencial processo revolucionário.

Sim, toda a imprensa estrangeira ali rumava e aportava. Dos diretores do Le Monde, L’Express e Le Nouvel Observateur, aos gigantes norte-americanos, aos nossos vizinhos espanhóis, aos alemães, ingleses, italianos. (Como foi, por exemplo, o caso de Oriana, não a fada mas a Fallaci, que lá foi expressamente contar ao dr. Balsemão que Cunhal, dez minutos antes, acabara de lhe dizer que nunca haveria em Portugal uma democracia burguesa). Sim, e essa grande plateia internacional da comunicação pasmava ao ouvir aquele diretor suis generis, doublé de proprietário, doublé de político… Ao mesmo tempo que abria a boca de espanto face ao que fora daquele edifício de esquina, com vista para o Marquês de Pombal, ia ocorrendo país fora: golpes, inventonas, prisões, a ocupação do vespertino “A República”, o assalto à Rádio Renascença, o assalto à embaixada de Espanha, greves diárias, um Parlamento sequestrado, a quase asfixia de Lisboa.
Enquanto isto, no Expresso, nós ouvíamos, reportávamos, contávamos, entrevistávamos, 24 horas non stop. De tal forma que um dia até foi preciso inventar o Expresso Extra que existiu no fogo de 1974/5 e “saía” às quartas-feiras! Uma invenção do dr. Balsemão para escoar a prodigamente vertiginosa informação que a Rua Duque de Palmela atraía como ninguém no país, mas que não durava até ao sábado seguinte!
Mas agora, ao tempo da foto que abre esta história, a política levara-me um excelente diretor que no dia em que ela foi tirada era um primeiro-ministro feliz.

Aprendi muito com ele. Respirava informação, possuía um agudo sentido da notícia, sabia construí-la, tinha a boa perceção dos tempos e dos ritmos da entrevista, uma curiosidade imparável, cheirava bem o ar, aspirava bem o tempo. Tinha faro, intuição, talento. Tinha paixão. Sempre ofegante, apressado, desorganizado, impontual — nunca o conheci de outra maneira — era por vezes leve, por vezes ligeiro. Mas era um jornalista dos pés à cabeça que adorava o que fazia e foi por isso um ótimo diretor do Expresso.
E era hábil. Ao conviver tão placidamente numa espécie de tácita “aliança” entre um assanhado MRPP maioritário na redação e o então PPD, que ele fundara com Francisco Sá Carneiro em maio de 1974, tinha o Expresso pouco mais de um ano. Os comunistas do PCP eram os odiados “revisionistas”, o PS um partido “fascista”, o PSD não tinha direito de cidade, vomitava-se o CDS. Mas no número 37 da nossa rua, o casamento de conveniência entre o maoismo militante e os patrões do PPD vigorou com felicidade: espantando o mundo produzia-se o melhor jornal desse tempo (e do seguinte).


                                                             Uma edição do Expresso de Agosto de 1975

 Não sou da fundação do Expresso, entrei no primeiro dia de setembro de 1974. Entrei, é como quem diz: “Vens fazer o mês de setembro, o mapa de férias foi mal organizado mas depois não te encostas à nossa amizade, não preciso de mais gente”, disse-me o diretor com moderado entusiasmo.

Não me encostei, o 28 de setembro é que se encostou a mim. A fatídica data desabou-me sobre a cabeça como um bem vindo prémio e devo ser das raras pessoas no país a ousar tal desabafo. Mas a verdade é que a minha conquista do Expresso se fez à conta das aventuras vividas naquela indecente, armadilhada, longa noite: o dr. Balsemão gostou do que fiz, reconsiderou e incluiu, coitado, mais um (parco) ordenado na sua “pesada” (dizia ele) folha de pagamentos.
“Aqui escreve-se sempre dos dois lados do papel de máquina…”, disse-me um dia, logo no início, no seu amplo gabinete, enquanto me “ditava” uma notícia com o objetivo de testar os meus (sofríveis) conhecimentos na matéria. “É para poupar”. O efeito era horrível, mas que importância tinha? Poupava-se.
Com o país a arder, mandava-me a todo lado: que reportasse o que visse e ouvisse! Dos quartéis que eu frequentava como se fossem pastelarias, às noitadas no Restelo, no prédio alto onde então habitava o Conselho da Revolução; do COPCON, aos comandos militares do país; dos Passos Perdidos da Assembleia da República às sedes dos partidos políticos onde entrevistava, um após outro, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Mário Soares, Álvaro Cunhal. Ou Zenha, ou Almeida Santos, ou Amaro da Costa, ou Gama e… toda essa gente pronta a construir o edifício da democracia civilista e pluripartidária que tão a custo se tentava erguer.

Fique-se por aqui, para mostrar o que quero dizer:

Este artigo de MJA é um testemunho pessoal acerca de Balsemão e do Expresso. A passagem transcrita reporta-se ao período do PREC, altura em que a jornalista começou a trabalhar "à peça" e à experiência, na redacção. 
 A  produção da imagem da edição do Expresso de Agosto de 1975 é da minha autoria, publicada aqui no blog.
Como se alcança através de um click no Google, na secção de "imagens" e com as indicações "Expresso portadaloja",  esta, como outras, torna-se pública e sem restrições de copy-right e não será isso que fica em causa.
A imagem resulta de uma cópia feita em scanner da edição original do Expresso que comprei em Agosto de 1975 que ainda guardo e encontra-se visivelmente deteriorada. Nem isso impediu a reprodução pelo Observador sem qualquer menção de origem...
Passados 42 anos sobre a aquisição dessa propriedade  sobre um exemplar de um jornal, o direito de reproduzir a imagem desse exemplar parece-me juridicamente indiscutível. A imagem, sendo da minha autoria reporta-se a um objecto que então adquiri e que era um jornal que então se vendia às dezenas de milhar. Quem guardou o respectivo exemplar poderá fazer o mesmo. Então, como agora, o Expresso não reserva direitos de reprodução do conteúdo e por isso me sinto à vontade em reproduzir a imagem do meu exemplar, comprado e que contribuiu então para que os jornalistas e empresa tivessem avviamento, incluindo o actual PR. Conclusão lógica, nessa perspectiva: deve-me mais a mim do que eu a ele, o que é sempre confortável...

Porém, pode colocar-se a questão, assim formulada e que traz outras à ilharga: temos o direito de reproduzir livremente imagens que são propriedade intelectual de outrém e andem à solta na internet?
Pois se andam à solta...podemos. Mas deveria existir uma ética básica, a de indicar o sítio de proveniência, para se esconjurar o espectro do furto virtual. Confesso que convivo mal com tal espectro e procuro sempre obviar a tal maleita, indicando a proveniência da imagem, sempre que possível.

O Observador optou por não o fazer o que diz algo sobre quem administra o Observador ou quem pratica o acto de furto virtual.

Esta mesma edição do Expresso de 23 de Setembro de 1975 revela ainda outra coisa interessante: nessa altura,  cerca de 30 jornalistas do Diário de Notícias, dirigido efectivamente pelo nóbél Saramago, subscreveram um manifesto de protesto contra a manipulação partidária do jornal pelo PCP e MDP/CDE, satélite daquele.


Na parte da secção Gente que então seria animada pelo actual presidente da República, escrevia-se assim a propósito de Saramago, do DN e de certos próceres da esquerda que colaboraram com o anterior regime...



 Hoje, para assinalar a efeméride dos 80 anos do dono do Expresso, Balsemão e a propósito da biografia não autorizada, de Joaquim Vieira, o semanário publicou estas duas páginas de recensão do livro, assinadas por uma tal Rosa Pedroso Lima: uma demolição em forma do livro e do seu autor.


  O Sol, pelo contrário, consagra várias páginas ao assunto e a quase totalidade do suplemento b.i. em homenagem ao antigo patrão do actual director do Sol...


Curioso...

17 comentários:

zazie disse...

Que grande lata.

Andam por aqui todos a cheirar e a pilhar e fingem que nem conhecem.

josé disse...

Nem é por aqui. É no Google. clicam as palavras certas, aparece a imagem e...zás! Pilham a eito.

josé disse...

Essa gente nem vem aqui porque se julgam superiores...ahahaha!

Canalha, putos.

josé disse...

Só que eu tenho uma memória danada para aquilo que me pertence...ahahaha.

josé disse...

E depois eu sou anónimo. E tal serve para descartar qualquer ética. Quem é que vai ligar ao protesto de um anónimo?

zazie disse...

eheheh

Há-de ser, sim. Busca no Google e já está.

José Domingos disse...

Existem anónimos e anónimos.
O novo riquismo é assim, não conhecem e depois é fartar.
Lembro-me do velho ditado do povo, " nunca sirvas quem serviu.
A memória é tramada

hajapachorra disse...

Nestas histórias, do chico e do palma, há um assunto tabu. De sexo, traições e ladroagem pode-se falar à vontade, mas falta qualquer coisa para se perceber. Porque tão corajosos autores e jornalistas de livros e reportagens de merda a ignoram?

Maria disse...

Esta jornalista Avilez é presunçosa e pouco esperta. Adoptou a ortografia segundo o AO90. Fez mal. Alguém que se julga muito culta e inteligente (sim, ela tem essa mania desde há muito tempo, disse-o uma vez em directo numa televisão, explicando que uma professora lhe disse ser muito boa a português(?...) devia coibir-se de o fazer. Só quem não é genuìnamente português nem respeitador da sua língua-mãe não se envergonha de adoptar esta perfeita nulidade de ortografia, resultante do AO90, para se exprimir oralmente ou por escrito.

Esta criatura, irritantemente altiva e insuportàvelmente snob a falar, acha-se muito erudita e todavia não sabe que o substantivo "personagem" em português é do género feminino e é-o para ambos os géneros. Ela escreveu no artigo "o personagem", e isto é linguagem brasileira. Será que ela é brasileira sem que a gente o saiba? Só pode. Mas se acaso não é, também não admira que assim escreva.

Ela trabalha para um jornal que adoptou o AO90 (neste seu artigo, por exemplo, as consoantes mudas essenciais para se pronunciar e escrever correctamente um vocábulo que as exige, são nele inexistentes...), portanto para quem não concorda com esta completa aberração só tem uma coisa a fazer, não comprar um jornal que sendo português adoptou o AO90 e emprega a ortografia brasileira. Por mim não o compro, como aliás nunca o fiz (e muito menos o faria agora) com a excepção de um ou dois exemplares há dezenas de anos.

Obs.: Dois esclarecimentos que reputo de algum interesse para quem possa atribuir às minhas palavras algum tipo de inveja em relação a esta Avilez e ao seu apelido. Primeiro, não sou invejosa e nunca invejei ninguém e como se depreende não tenho a mais pequena inveja do seu nome e menos ainda da sua pessoa, até porque moralmente sou-lhe muitíssimo superior e depois e sem falsa modéstia, o meu apelido é mais bonito, mais nobre e mais antigo do que o dela. Segundo, a razão primordial por que detesto esta mulher é pelo mal que ela indirectamente mas com conhecimento de causa, fez a Sá Carneiro, além das punhaladas que ela lhe deu nas costas antes da sua morte.

Em vida dele, fazendo-se passar cìnicamente por sua grande amiga e admiradora número um, ela foi na verdade uma feroz loba disfarçada com pele de cordeiro para através deste processo vil - e antevendo um futuro radioso, como boa interesseirona e falsa que sempre foi - poder a breve prazo vir a usufruir da sua influência e poder político e através destes esquemas sujos conseguir empregos com ordenados opíparos (a escrevinhar artigozecos em jornais e a debitar opiniões sem qualquer interesse ou valor nas televisões, repetindo as mesmas frases e interjeições vezes sem conta) e um belo tacho no partido, além de prémios, benesses e mordomias, fruto dos mesmos. E como é sabido conseguiu tudo isto com sobras.

Oportunismo, falsidade, cinismo, cobardia e traição, são as principais 'qualidades' que sobressaíram imediatamente no carácter desta criatura assim que ela começou com os seus programas na SIC. 'Qualidades' estas que são exactamente as mesmas que caracterizam a personalidade repugnante do seu amiguinho e ex-patrão (e traidor aos amigos e à Pátria) Pinto Balsemão, além da mesma soberba, de um execrável snobismo e de uma superioridade notòriamente postiça que lhes permite distanciarem-se dos "pobres e desprezíveis mortais", causando ao mais indiferente uma instantânea e iniludível repulsa.

zazie disse...

Qual é o assunto tabu?
O Balsemão era do Bilderberg...

Floribundus disse...

Observador
Naturalmente, o Grande Escândalo da semana passada não está totalmente desligado do Grande Escândalo desta: a “aula” de Cavaco Silva numa qualquer pândega do PSD. Cavaco falou e resmas de nulidades – grosso modo, as mesmas que exigiram e aplaudiram a recolha dos livrinhos – atropelaram-se para condenar o facto. Por definição, as nulidades não deviam importar. Cavaco importa um bocadinho e, hoje, não só um bocadinho. Durante os trinta anos em que influenciou o país, nunca me inspirou particular simpatia ou antipatia, e frequentemente dei por mim a tentar escolher se lhe preferia as óbvias virtudes ou se me repeliam as diversas limitações. Há dias, porém, Cavaco falou e não evitei certa saudade.

Não é saudade do homem. É saudade de alguém, ou de alguma coisa, que não pertença à desgraceira que hoje temos, por ironia e fraqueza consagrada no final da presidência anterior. E o principal mérito de Cavaco consistiu justamente em não “pertencer” – embora pertencesse mais do que ele gostaria e do que os seus devotos julgam. Não sendo o herói imaculado que estes imaginam, a comparação de Cavaco com os destroços vigentes eleva-o ao céu. Apesar dos obstáculos, próprios e alheios, acabou por se assemelhar a um estadista, emprestar à sua época uns vestígios de razoabilidade e, ocasionalmente, ajudar a fingir que isto é um lugar frequentável. As espantosas criaturas que, oficial e oficiosamente, agora distribuem ordens não merecem um adjectivo que caiba num jornal familiar. E os ansiosos escusam de vir lembrar os erros que Cavaco cometeu e os corruptos que Cavaco promoveu: por um lado, a incompetência e a corrupção são essenciais à política; por outro, não me interessa (e não preciso) argumentar que a “nomenclatura” actual é especialmente incompetente ou corrupta. Ou demasiado matarruana até para os padrões caseiros.

O nosso problema é a “nomenclatura” ser – desculpem o jargão técnico – doida varrida. No último ano e meio, sob as “notícias” amestradas do “milagre económico” e uma oposição muda ou cúmplice, desatou-se a transformar o país remendado e periférico da praxe num imenso seminário de actividades circenses. Deixo a cada um a tarefa de decidir quem são os malabaristas e os palhaços. Certo é que, em circunstâncias “normais”, o episódio dos livrinhos da Porto Editora não passaria de um interlúdio cómico. Nas circunstâncias presentes, é uma peça trágica, repleta de personagens inverosímeis e unidimensionais: os que, no ócio, inventaram um pretexto para se sentirem ultrajados; os que, nos “media” e nas “redes”, amplificaram o ultraje; os que, no governo, proibiram o ultraje. É claro que, no tempo de Cavaco, tais personagens já se contorciam por aí. A diferença é que, no tempo depois de Cavaco, as personagens mandam, e mandam sozinhas. Vale que o caldo de toleima, prepotência, fanatismo, ignorância e poder absoluto costuma correr bem, e tão bem para as meninas quanto para os meninos.

Nota de rodapé

Para quem não tenha habitado o planeta durante o último século, o caso da Autoeuropa é uma pertinente aula prática sobre os propósitos, os métodos e as consequências do socialismo “científico”. Há uma empresa multinacional relevante para as dimensões da economia nacional, viável há muitos anos e com um apreciável currículo de razoabilidade nas relações entre empregadores e empregados. Há uma proposta, ou decisão, para alargar o expediente aos sábados, com troca de folgas e aumento desproporcionado (no bom sentido) dos salários. Há um bando de preguiçosos daninhos, de facto serventuários do PCP, que toma aquilo de assalto e promove uma greve inédita. Há uma enxurrada de referências cínicas à “luta” e aos “direitos”, aos “piquetes” e à “paralisação”. Há a suspeita de que, não tarda, os donos da coisa cansam-se desta Venezuela à beira-Sado e vão produzir carrinhos em paragens menos folclóricas.

Adelino Ferreira disse...

Cá hoje; como lá em junho,a ladainha é sempre a mesma:

Cerca de 70% dos 12 300 trabalhadores da Volkswagen na Eslováquia aderiram à greve, tanto na fábrica de Bratislava como nas fábricas de componentes e máquinas de Stupava e Martin, segundo revelou o dirigente sindical Zoroslav Smolinsky à Reuters, acrescentando que a produção seria afectada.

A administração reconheceu que, na fábrica em Bratislava, as linhas de produção ficaram paradas, mas afirmou que, na terça-feira, as fábricas de Stupava e Martin estavam a produzir normalmente. Esta é a primeira greve na divisão eslovaca da Volkswagen desde a sua fundação, em 1991, e um dos maiores protestos do género na história recente da Eslováquia.

Os trabalhadores recusaram a decisão da administração da unidade eslovaca, que propôs, como resposta às suas reivindicações, aumentos salariais de 4,5% este ano e 4,2% no próximo ano, mais bonificações, indica a Reuters.

A administração «não quer ouvir os trabalhadores, por isso não temos outra maneira de expressar a nossa vontade», disse o dirigente sindical Zoroslav Smolinsky ao Haló Noviny, de Praga, sublinhando a disponibilidade do sindicato para negociar.

«Pressões e chantagens»

Na semana passada, a administração veio a público afirmar que as exigências dos sindicatos, nomeadamente as relativas a aumentos salariais, iriam pôr em causa a competitividade da fábrica, assim como a estabilidade dos empregos.

De acordo com o Haló Noviny, as pressões e chantagens sobre os trabalhadores têm vindo a aumentar, nomeadamente na comunicação social dominante, que aborda questões como a queda do PIB eslovaco ou um hipotético abandono da Eslováquia pelo grupo VW.

hajapachorra disse...

A resposta está no título, sexo, poder e rock'n'roll. Em vez de poder o que lá devia estar era... o tabu. Metade desta gentalha mediática tem o canastro desfeito. Mas é esse pipal que faz a idiotia dominante.

Bic Laranja disse...

O tabu é a droga.
Alguém sabe do perna?

Hugo disse...

Sá Carneiro?

zazie disse...

Também calculei. Mas isso da droga em relação ao fotógrafo até foi contado. De outro modo como é que enriquecia? há-de ter sido traficante.
Em relação ao Balsemão não sabia, Pensava que era só asma ahahaha

hajapachorra disse...

E deu cabo de uma boa rapariga, pelo menos. Ela, coitada, já cá não está, para ser ouvida pelos vieiras deste mundo.