sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A elite corrupta do jornalismo

Eduardo Dâmaso, no CM de hoje,  chama "jornalismo de elite" àquele que escolhe notícias em função dos factos. Se estes disserem respeito a alguém da mesma cor política ou preferência partidária, omitem, censuram previamente sem comissão para o efeito. O mecanismo é interno e funciona por atavismo.
São geralmente os mesmos que se indignam com o fassismo de antanho e a comissão de censura prévia que existia para regular o exercício jornalístico fora das regras conhecidas e que os mesmos violavam por serem da "oposição". Como agora são da "situação" fazem o mesmo, sem comissão alguma porque se organizam entre si segundo os próprios interesses. Um corporativismo sui generis, portanto.

Há uma diferença de vulto: dantes, a comissão tinha censores pagos para tal pelo organismo respectivo. Hoje os censores são pagos para tal, mas por entidades avulsas e desconhecidas, por vezes em géneros ( viagens e regalias) ou em serviços ( empregos garantidos em certos lugares para eles e filharada mais primos se necessário for).

A corrupção moral ( pelo menos) é evidente mas nunca se dão por achados. São antifassistas com provas dadas de luta pela "liberdade".

Por outro lado essa "elite" deveria saber que  Roma não paga a traidores e quando a falência for iminente irão sofrer as agruras de quem não soube ser o que deveria ter sido: Jornalista com J grande.


Estes prejuízos não se justificam apenas pela conjuntura, pela Internet, pelos sítios avulsos de notícias gratuitas, etc etc. Justificam-se porque as pessoas em geral não acreditam no jornalismo que fazem, não compram o produto e por isso é melhor desaparecerem porque não fazem falta nenhuma.
Existem enquanto forem subsidiados, como o Público é, por causa do capitalista dos supermercados. A Global Media não tem supermercados para lhe valer. Nem chineses. E o Proença de Carvalho não tem dinheiro suficiente para lhes valer, nem próprio nem alheio, apesar do que deve ter...

8 comentários:

lusitânea disse...

O jornalismo de causas e das portas abertas a todo o planeta e por nossa conta sempre a bater no indigenato branco esse diabinho causador de todos os males vão ter o que merecem:desemprego e emigração para África onde têm os amigos.Vamos ver se estes lhes pagam...

Floribundus disse...

os sociais-fascistas no poder

em breve criarão 'tacha' (fêmea do tacho)
ou imposto
para pagarmos os ordenados aos jornalistas amigos

altaia disse...

E quando é que a COFINA «patrão deste» paga os doze 12 milhões que deve ao fisco, isto é, a NÒS.?

Hugo disse...

Engraçado é que os mesmos miseráveis espumam de contentamento com o escrutínio implacável (até na forma como se lhe dirigem, e bem, nas conferências de imprensa) que se faz ao palerma do Trump.

Bic Laranja disse...

E grafar «actos» sem «c», não será ele jornalismo de «élite»? Dâmasos, já Eça os catava.
Cumpts.

josé disse...

Atos, sim, mas factos também. Por isso o lapso não se deve relevar.

josé disse...

Ou antes, deve relevar-se.

lidiasantos almeida sousa disse...

mas a total qual quer coisa nao publica anúncios de prostituta? que dá um lucro anual de mais de 5 milhões de euros sem imposto o que é proibido por lei por mas PARA A COFINA A LEI NAO INTERESSA NADA. . quem aliciar fizer propaganda de prostituição Etc E TAL