segunda-feira, 6 de abril de 2020

Mata-Bicho 22: haverá uma histeria colectiva perante uma realidade aparente?

Uma pergunta que  deixei ontem na caixa de comentários: tem havido uma histeria colectiva,  relativamente injustificada, perante a nossa realidade nacional, quanto ao bicho manhoso que se esconde nos primeiros dias de infecção?
E outra pergunta associada: as medidas tomadas por quem manda são correctas, adequadas e estritamente necessárias para combater o bicho ou poderia ter sido combatido de outro modo, com igual eficiência? E qual?

Os elementos de facto conhecidos, no Correio da Manhã de hoje:



Os números de ontem, no nosso país, no mesmo jornal:



E os de anteontem, idem:


Há uma utilidade evidente na análise destes números que permitem observar a progressão de casos conforme registados.
Tal progressão seria idêntica sem medidas de emergência e de relativo confinamento de pessoas e portanto obrigando a paragem em actividade produtivas e de serviços, com o consequente descalabro económico que tal representa?

As respostas... não sei dar. Sou céptico por natureza quanto a estas matérias. E faltam-me muitos estudos para dar palpites que possam ser úteis seja a quem for. Por isso guardo-os para mim e os meus.

E agora, para se observar a sabedoria de quem estudou estes bichos, comparando-a com a sabedoria de outros, fica aqui esta passagem de um pequeno artigo de um professor de biologia, brasileiro. É mais um a dizer como é que este bicho se comporta ao ar livre que é o que me interessa saber:

Esses vírus possuem uma estrutura extremamente primitiva e muito frágil.

É apenas um filamento de RNA envolvido por uma película lipoproteica ou seja, uma fina membrana esférica de gordura e proteína, muito fina e que não é eficiente contra a desidratação e nem como isolante térmico. Ao ar livre o vírus desidrata, seca e morre.

Ele necessita sair do doente infectado e entrar pela boca, nariz ou olhos da vítima sadia e assim infectar mais um e causar a doença nele.

Na China constataram que esse vírus se mantém vivo por algumas horas fora do corpo do doente e esse tempo de vida vai depender de onde esse vírus caiu após ter saído do corpo do doente.

Se esse vírus cair em um local exposto à luz solar, ele morre em minutos, se for sob o Sol do meio dia, morre em 2 ou 3 minutos, ele não suporta os raios ultravioleta e também desidrata rapidamente se tomar a luz do Sol diretamente. Em tempo nublado dura um pouco mais, talvez até uns 15 minutos.
Se esse vírus sair do doente num lugar sem luz solar incidindo diretamente nele, um local sombreado como dentro de casa ou dentro de algum veículo e o vírus cair sobre papel, madeira, roupas e cabelos, ele sobrevive por 6 horas.
Se o vírus cair sobre superfícies lisas, sombreadas e frias como vidro, mármores, azulejos, metais lisos, ele sobrevive por 12 horas.

Mesmo sendo muito pequenos os vírus possuem algum peso e a tendência é cair assim que saem numa tosse, num espirro ou simplesmente uma pessoa falando está batendo a lingua no céu da boca e nos dentes e isso vai espirrando gotículas invisíveis cheias de virus que saem da boca. Mesmo apenas a respiração do doente já é suficiente para liberar vírus no ar.

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