domingo, 12 de abril de 2020

Mata-Bicho: digam 33 e temam a Temido

No CM de hoje, o director geral insurge-se contra a censura da Temido, uma esquerdista sem qualquer pejo em cortar o pio seja a quem for, se a deixarem.
Como manda nos hospitais, determinou que se cortasse o pio a quem ousasse comunicar factos, nomes ou números a jornais, televisões e rádios. Caso piassem, iriam fazê-lo no meio das folhas virtuais de um processo disciplinar. Remédio santo!

A informação centralizou-se na Direcção-Geral de Saúde da simpática com Graça e é essa a verdade a que temos direito, como foi sempre apanágio de comunistas, mesmo os disfarçados de socialistas democráticos.


Quanto ao CM anda há semanas a acreditar nos números da Temido, por temer investigação por conta própria. Como ainda tem os casos do dia da jornalista que passa tudo a "pente fino", menos a sensatez em confirmar informações duvidosas, o jornal lá se vende, às pinguinhas.

Seja como for é o único que vai informando acerca dos fait-divers que fazem actualmente a informação em Portugal sobre o bicho mau à solta por aí.

Em França, um jornal semanário com um título e formato incomun, Le Un que  já vai na semana 290, publica esta semana que passou um número sobre "O regresso do Estado?"

Uma das páginas tem este texto de Michel Foucault, o filósofo que escreveu sobre o exercício do poder, incluindo o dos déspotas em potência, como aquela Temido.
No fim do século XVII, por causa do bicho mau da peste e do confinamento subsequente,  os franceses aprimoraram o exercício do controlo total sobre as pessoas. Como? Fazendo algo que a Temido não desdenharia...

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Louçã, savonarola dos pequeninos