terça-feira, 28 de abril de 2020

O jornalismo do sistema

Relacionado directamente com a temática anterior, o jornalismo nacional é algo curioso e já foi alvo de estudo aturado, precisamente numa das madrassas em que se ensinam os rudimentos.

O tema foi repescado daqui e deu para ir parar ali. É a "tese" de um brasileiro que se doutorou ( palavara!) na Universidade Nova e que consiste em recolha de entrevistas a várias personagens dos media acerca de um fenómeno explicado pelo autor:

A maior percentagem dos jornalistas que mudaram de lado e foram trabalhar como assessores de imprensa do governo português, continuou ligada ao Estado ou ao poder político após deixar o trabalho governamental. Esta é a conclusão desta tese, que analisou o percurso profissional dos profissionais da informação que foram ser assessores do governo português entre entre 6 de abril de 2002 e 12 de junho de 2011 – abarcando dois governos PSD-CDS e dois governos PS, ou seja, o conjunto dos partidos que desde 1975 ocuparam o poder em Portugal.

Aqui está uma obra de estudo académico para conferir grau de doutor a jornalistas encartados.

O exemplo que apanho é o de um tal David Dinis, personagem inenarrável desse jornalismo feito enguia eléctrica.


Porém, há mais exemplos. Um dos mais relevantes é o de uma tal Tamagnini que começou de "baixo" e foi por ali acima até chegar ao topo. Assessora de ministros e depois a consagração: TAP, a ganhar mais que os doutores...
[ em informação não confirmada, obtida na caixa de comentários, esta fantástica assessora é agora profissional do ofício junto do ministério de Siza Vieira. Como iria ganhar a bagatela de 2900 euros, optou por continuar a receber o vencimento que auferia na TAP. Sem lá estar porque afinal já não precisam dela por lá e é mais necessária nos gabinetes governamentais. Já é dos "quadros". Percebe-se a apetência pela nacionalização de certas empresas...]

Impressionante ascensão! Vertical, entenda-se.


Sem comentários:

Louçã, savonarola dos pequeninos