terça-feira, 21 de abril de 2020

Mata-Bicho 54: Meeeee...

O jornal Público de hoje traz uma entrevista-propaganda a Mário Centeno, realizada por Teresa de Sousa, uma jornalista ilegível. A entrevista também se torna um exercício encriptado de acrónimos e conceitos de economês e europeiês que careciam de uma tradução que a competência não alcança. 

Ler o que este Centeno diz sobre o modo como a UE lida com os assuntos económicos é um exercício vão, na ausência de intérprete da linguagem cifrada que usa como jargão. Temos SURE, MEE, BEI, UEM, PIB, MERCADO ÚNICO, COMISSÃO, EUROGRUPO, CONSELHO EUROPEU, QUADRO  FINANCEIRO PLURIANUAL, BCE, EUROBARÓMETRO, para além do mais. 
O "mais" são os conceitos de economês espalhados a preceito na entrevista. "Apoio à recuperação", "mercado financeiro", "emissão de dívida conjunta", "crise das dívidas soberanas", "bancos promocionais", "mutualização", "mercados secundários", "fundo de recuperação", "programas do orçamento da UE", "rendimento  nacional bruto", "dívida pública", "mutualização das nossas decisões económicas", "mecanismos de apoio", "deficiências da moeda única", entre outros conceitos e linguarejar com números primos e enteados.

Enfim, esta inteligência fala assim à mesa da cozinha? E como explicaria a analfabetos económicos o verdadeiro sentido do que anda por aí a dizer neste modo encriptado para economista ler? 


Não haverá outra maneira mais singela e impressiva de explicar as coisas para todos compreenderem e ficarem cientes da essência e pormenores do discurso?  Estas pessoas são incapazes de usar outro tipo de linguagem? Afinal a quem se dirigem? Aos pares que estudaram algo que lhes permite descodificar os acrónimos e apreender todo o sentido dos mesmos, compreendendo o respectivo funcionamento das instituições mencionadas? 

Aposto que na redacção do Público, para ficarmos por aí, nem meia dúzia de pessoas entendem todo o sentido das expressões usadas. E nem sequer incluo os respectivos directores...

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