segunda-feira, 13 de abril de 2020

Mata-Bicho 36: a filosofia da treta

Este artigo do "filósofo" José Gil, no Público de hoje é um compêndio de inanidades, de vacuidades pretensiosas de quem não sabe e mas insiste em querer ensinar.

Lendo-o, percebe-se a miséria intelectual de quem se encarregou de pensar profissionalmente mas debita apenas ideias feitas pela obrigação de alimentar uma ilusão digna da parábola do rei vai nu.

"Capitalismo numérico", "subjectividade digital" são termos grafados e que serão emprestados mas o dono não aparece identificado, talvez para escapar a juros de mora.  "Desterritorialização" é uma declinação da pretensão intelectual em alvitrar uma "ideia simples": "a pandemia será o agente mediador da passagem de uma fase histórica do capitalismo ( o capitalismo industrial e financeiro)-cada vez mais perturbante e caótica, cada vez menos viável no contexto geral da sociedade e do Estado- para outra fase em que se procuram os ajustamentos necessários entre as exigências económicas e as subjectividades que, em todos os domínios, do teletrabalho às práticas de lazer, lhes correspondam adequadamente". Ufa!

Melhor que isto só o inefável intelectual de Barcouço, o inenarrável professore Buonaventura, o qual também se acoita festivamente no Público, o viveiro destes espécimes raros da intelectualidade lusa..


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