segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O último capitalista de Lisboa

José Manuel de Melo, um dos "donos de Portugal", segundo o bloco de esquerda que assim o escreveu em livro ( Os Donos de Portugal, Afrontamento, 2010) deu em 1994 uma entrevista extensa a Maria João Avilez, publicada no  Público magazine, suplemento do jornal em 6.3.1994.
José Manuel de Melo, ao contrário do que o bloco entende, foi um capitalista como poucos tivemos e seria muito bom que tivéssemos mais. Morreu em 2009 e a sua história já vinha de trás, do avô que criou a CUF. É um dos que constituem as nemesis da esquerda portuguesa. Encarnou o mal absoluto para essa esquerda syriza e comunista.

Essa entrevista, no final do cavaquismo e início dos governos do PS de Guterres é muito elucidativa do tempo que então se vivia e explica muito do que se passou a seguir e aqui fica ( para ler, basta clicar na imagem, abrir noutra janela e aí clicar outra vez).



7 comentários:

Floribundus disse...

os comunas de todos os crimes puseram fim à CUF e a tudo que era indústria competitiva.

inmveja, ódio, incompetência
o boxexas, comuna reciclado e muitos xuxas ajudaram

infelizmente este Mello foi o último empresário

a Avilez nunca me mereceu confiança e um amigo confirmou-mo por e-mail há uns anos

Karocha disse...

Assino por baixo o seu comentário,Caro amigo Floribundus!

Floribundus disse...

karíssima Karocha
vivi intensamente e com muita coragem estes conturbados tempos. por mais que tente 'não esqueço nem perdoo'.

em 38 anosw o estado socialista faliu 3 vezes (recorde mundial).

os comunas foram os maiores assassinos do séc. XX com a ajuda dos xuxas

além do estado definitivo que é o socialismo só conheço o de cadáver.

a luta entre comunas e xuxas lembra-me um episódio dum filme italiano do início dos anos 50 (altri tempi- episódio questione d'interesse): dois camponeses duma zona pobre envolvem-se em luta por uma bosta de vaca.

Maria disse...

Concordo em absoluto com a opinião do comentador Floribundus (como aliás com pràticamente tudo quanto escreve): a Avilez não é de confiança, é oportunista e falsa como judas. Move-se para o lado que dá mais. Tem estado sempre no lugar óptimo, ou seja onde o poder se encontra desde Abril/74.

A destruição da CUF foi mais um crime entre muitos que a 'democracia' nos 'ofertou' como nossa 'salvação' e uma perda incomensurável para o país. O mesmo se passou com os produtivos, prestigiados e excelentemente geridos Estaleiros de Viana de Castelo e AQUI, como aliás em todo o país, NÃO HAVIA DESEMPREGO. Os abrilistas, como bons coveiros de Pátrias, tinham que começar por destruir todas as empresas econòmicamente rentáveis que existiam em Portugal. Quando assentam arraiais num país a economia é o primeiro passo para iniciarem a sua total destruição.

Falo com conhecimento de causa. Tive oportunidade de conhecer a mulher de um dos administradores dos Estaleiros. Só vi a senhora uma única vez, mas a conversa foi suficientemente esclarecedora para me aperceber o quadro de terror que se vivia naquela empresa. A família já estava de partida para o Brasil, para fugir à razia e saneamentos que os comunistas e socialistas (estes, por interposta extrema esquerda) praticavam naquela empresa e em muitas outras por todo o país. Todas as grandes empresas que tivessem prestígio interno e externo, dessem emprego a centenas e/ou milhares de trabalhadores e lucro ao país, tinham que ser abatidas desse por onde desse e com elas òbviamente o saneamento dos respectivos administradores. Pois claro, o país tinha que empobrecer à força. É este o método infalível dos 'democratas' assim que arrebanham o poder nas 'democracias'.
Crimes sem erdão, estes, a merecerem a prisão perpétua.

Através de um familiar também me foi apresentado um casal cujo elemento masculino tinha sido um prestigiado advogado na CUF. Aí o caso não foi tão grave, felizmente para a família, porque o senhor já tinha bastante idade em 1975 e afastou-se voluntàriamente. Mas aqui também houve saneamentos e não poucos.

Alguém independente e objectivo ainda um dia há-de escrever um livro contando em pormenor e revelando exactamente que países e a mando de quem - com nomes e apelidos (já se conhecem muitos, faltam outros tantos) - foi possível destruir um país econòmicamente viável, em franco desenvolvimento industrial, com uma agricultura e pescas suficientes para as necessidades do país, sem desemprego, com uma moeda das mais fortes do mundo, a viver em paz e sem violência nem criminalidade e, por inveja e ganância desmedidas e um ódio de morte ao país e ao povo, em menos de nada um punhado de escroques da pior espécie conseguiu reduzir uma obra de muitos séculos a pó.

Esse livro, que não creio estar ainda escrito, pelo menos com a objectividade requerida, tem que aparecer ainda em vida deste bando de traidores, mais que não seja para fazer justiça aos que morreram pela Pátria em vão, mas também e sobretudo para que as gerações presentes e futuras saibam como se destrói uma Nação - e quem foram os seus autores - que com tanto sacrifício, valentia e perigo foi erguida, preservada e defendida e como em menos de dois anos foi escaqueirada por uma cambada de assassinos e ladrões.

José** disse...

Um documento muito interessante.

Kaiser Soze disse...

Tive curiosidade e li o livro do pessoal do Bloco.
Achei interessante, a espaços, especialmente no que respeitou ao evoluir ou manutenção de riqueza... mas não consegui perceber (e ainda não percebo) a enorme apologia ao mercado livre e à competitividade que grassa no dito livro.

Bem, há muita gente que muda de opinião com as marés, talvez tenha sido o caso...

Maria disse...

Faltou-me dar os parabéns pela entrevista de José Manuel de Melo que aqui deixou. Ela é não apenas brilhante na clareza do raciocínio, como retrata ao pormenor os inúmeros e imperdoáveis crimes económicos, consequência directa das nacionalizações, já praticados naquela altura. Foi igualmente premonitória do que iria acontecer ao país no futuro. Só não previu nem a dimensão que iriam atingir nem muito menos a velocidade supersónica com que continuaram a processar-se e cujas indescritíveis tragédias provocadas continuam a repercutir-se dramàticamente na saúde económica do país e na vida dos portugueses até aos dias de hoje.

o GRAsnar de António Costa