quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mais do mesmo: o comunismo "científico"

Em 1975 o comunismo andava na lua. A fantasia comunista em Portugal nunca foi tão real como nessa altura e ainda agora os Arménios e Jerónimos sonham com esses amanhãs que foram ontem.

Na época a revista Vida Mundial, neste caso de 6.9.1975 publicava várias páginas a encomiar o comunismo puro e duro que o PCP representava. Para além de quatro páginas de entrevista a outra figura   ideologicamente fossilizada do comunismo, Aboim Inglês, a revista traz uma página que esclarece o que era o social-fascismo "e quem o apoiava".
Na altura, o MRPP não dava tréguas ao PCP, chamando-o abertamente como "social-fascista". Por sua vez  era por este apelidado de qualquer coisa não nomeada expressamente ( o PCP nunca designava o MRPP   preferindo as paráfrases tipo "doença infantil do comunismo" que incluía nos discursos de circunstância para se referir à extrema-esquerda).
No entanto, o MRPP sabia muito bem o que era o PCP. Que aliás não mudou uma vírgula no discurso, a não ser nas palavras entretanto inventadas para escamotear o verdadeiro desígnio e enganar eleitores.

Na revista de 18.9.75 publicita-se uma série de livros sobre o comunismo, em "edições acessíveis". Uma delas era sobre o conceito de "socialismo e comunismo científicos".
A ciência humana tem destas enormidades catastróficas...e parece que o Arménio mai-lo Jerónimo ainda acreditam nestas patranhas fossilizadas.




8 comentários:

Vivendi disse...

José,

Pare tudo e atente:

Maçonaria já devia ter-se pronunciado publicamente sobre situação do país, diz António Arnaut

http://www.ionline.pt/portugal/maconaria-ja-devia-ter-se-pronunciado-publicamente-sobre-situacao-pais-diz-antonio-arnaut

José Domingos disse...

Para quando a verdadeira história do assalto ao aparelho de estado, pelos comunistas e pelos maçónicos.
Da violência nos locais de trabalho, naqueles que se apercebiam do caminho que os camarads pretendiam, tudo o que era nacionalizado, era tomado pelo pc, muitos deles autenticos nkvd, bufos do partido, alguns que mal sabiam ler, e hoje princepescamente reformados, gordos e luzidios. Lisnave, rodoviária, cp, metro, tuas elas serviam para colocar os camaradas, algumas tinham lá familias inteiras, o que se roubou, liquidou estas empresas, ainda por cima mal geridas, por boys, de todos os partidos. Hoje estamos a pagar por isto tudo.
O assalto ao ministério da 5 de outubro, o ensino tipo sovietico, o nivelar por baixo, premiar a incompetência e a bandalheira.
E claro que a maçonaria a dexar andar, eles servem qualquer amo, desde que tenham acesso ao "poder".
São bons a levar o país á banca rota.

Floribundus disse...

em 75 a maçonaria tinha gente honesta (Prof Adelino Palma Carlos e filho, Prof Oliveira Marque, Dr Adão e Silva, Cor. Repas fundador do Mirn, Sr João Creswell e tantos outros). estava lá. a invasão de xuxas e outros ratos, chefiados por nunes de almeida, começou em meados de 80.

o pcp considerava-se dono do país e rebentaram com toda a indústria pesada e agricultura alentejana.

os mesmos sociais-fasciustas que me quizeram matar,mais tarde quiseram lamber-me as botas. não deixei porque me faziam cócegas na sola dos pés.

o pcp anda falido e a despedir pessoal.
'cão que ladra não morde'

o bigodes da penprof estava hoje com ar cadavérico, a ver que tem que ir trabalhar.
os sindicatos perderam mais de 10% dos contribuintes

iniciaram a morte do socialismo, o ps terminou com ele e liquidou os contribuintes

PQP

Floriano Mongo disse...

Os males que o socialismo causou à humanidade não são triviais. Deveria bastar, para despertar o repúdio dos sensatos, o facto de que nenhuma outra convicção, ideologia, crença ou religião ter morto tanta gente.

Não obstante, os marxistas ainda reivindicam, e assim são tratados, a condição de viajantes da utopia e da generosidade.
Fora da esfera moral, há a histórica, aquela em que transitava Hobsbawm, considerado o último grande vivo de uma ideia homicida.

À sua morte, seguiram-se os panegíricos e os textos hagiográficos. É como se ele não fosse, até outro dia, o decano de uma fantasia liberticida — que, de resto, evidenciou a falência de todos os seus pressupostos teóricos.

O comunismo já havia desmoronado sob qualquer ângulo que se queira. Hobsbawm, acuado pelos factos, seguia, no entanto, prisioneiro da sua ideia.

As tolices de um homem inteligente são sempre mais chocantes do que as de um estúpido.

Hobsbawm - assim como os nossos comunas - teve a chance de presenciar evidências concretas dos seus equívocos.

Ele como estes, testemunharam o desmoronamento do comunismo, com a implosão do sistema soviético no começo da década de 90.

Só muitos anos mais tarde Hobsbawn admitiu que, por ter sido tão completo o colapso da URSS, “parece agora óbvio que a falha estava embutida no empreendimento desde o começo”. Os nossos comunas nem isso. O encadeamento dedutivo lógico, racional, dessa constatação só podia ser o reconhecimento de que a sua própria obra tinha uma falha estrutural de nascença — a cegueira aos crimes do comunismo.

Marx acreditava-se um observador científico da realidade, cujas afirmações sobre a superação do capitalismo pela revolução comunista não eram meras previsões. Eram profecias. A classe operária ficaria tão numerosa e miserável que tomaria inevitável o confronto vitorioso final com a burguesia. Algo correu mal.
Em vez de empobrecerem, os operários foram ficando mais ricos — muito mais ricos do que os seus antepassados jamais sonharam.

mujahedin مجاهدين disse...

Ó José, há-de desculpar, mas não vislumbro nessa página d'O Século explicação alguma sobre o que é ou deixa de ser o "social-fascismo"!

Já entendi que também não interessa nada, e que é paleio "revolucionário"; mas tinha curiosidade em perceber a lógica do adjectivo...

josé disse...

A página é da Vida Mundial e a essência do "social-fascismo" é enunciada pelo MRPP.
Não é preciso muita elaboração porque basta associar as palavras e os conceitos agarrados.

mujahedin مجاهدين disse...

Pois é da Vida Mundial sim senhor! Fiquei c'O Século na cabeça por causa do anúncio no canto da página.

Mas eu os conceitos é que não associo bem. Social-fascismo, tomado à letra evidentemente, a mim parece-me redundante...

Talvez não tenha lido o suficiente sobre isso. Ou talvez tenha lido demais...

josé disse...

"Social-fascismo" foi o modo que o MRPP arranjou para atacar o PCP pela ala esquerda.
O PCP comia argumentos de "fassistas" ao pequeno almoço porque lhes era muito fácil dominar a linguagem nessa altura e bastava-lhes acenar com a palavra fascista ou faxista ou fassista como dizia o Domingos Abrantes, com aqueles dentinhos de mickey, para derrotarem qualquer adversário à sua direita.

Porém, com os MRPP´s que passaram pelas prisões da PIDE/DGS a coisa fiava mais fino porque não podiam ser metidos no mesmo saco de indigentes. Assim, ao ouvir os MRPP a chamarem-lhes sociais-fascistas, os PCP ganhavam-lhes um ódio de morre e foi por isso que meteram na cadeia a Maria José Morgado e outros MRPP, já depois do 25 de ABril e por motivos apenas políticos e de opinião.

Por isso, o epíteto cai-lhes que nem ginjas. São mesmo sociais-fascistas porque actuam como os fascistas verdadeiros, apresentando-se como paladinos do socialismo e da luta de classes.

Bem topados foram pelos MRPP.

O CM arrasa um juiz do TCIC