terça-feira, abril 11, 2017

O grego, sim; mas também o latim

A propósito da cultura clássica topei há pouco um escrito antigo de Soares Martinez, no O Diabo de 27.5.2003 acerca da importância do estudo de Latim no ensino secundário.


Como diz o autor e também Maria Helena da Rocha Pereira dizia na entrevista abaixo citada, o estudo do Latim era prioritário em relação ao grego.

Foi ainda no tempo de Salazar que o ensino secundário deixou de ter como disciplina obrigatória e geral, o latim. Porém, ainda se manteve no currículo de estudos do Colégio Militar. E nos seminários também.

O Latim ensinava-se nos seminários deste o 1º ano, após a quarta classe. Em Braga, por exemplo, tal estudo fazia-se através de uma Selecta Latina e de uma Gramática.
Aquela, publicada em 1943, pelo jesuíta José Pinheiro, do Instituto Nun´Álvares, das Caldas da Saúde e pela Livraria do Apostolado da Oração e que começava assim:


Cícero era o mais citado por ser "o Mestre indiscutível da língua latina", mas havia César, Tito Lívio, Séneca, Quinto Cúrcio e outros, como Ovídio.

A acompanhar a Selecta havia a Gramática Latina, da autoria do Pº Francisco Manuel Miranda ( 1866-1921), que aparentemente atravessou incólume o jacobinismo da I República. Em 1962 a obra ia na oitava edição e explicava assim o que era:








No terceiro ano, o modelo de "teste rápido" era este:


Questuber! Mais um escândalo!