domingo, 2 de fevereiro de 2020

A corrupção política não é crime...




Este video de um programa da SIC- Expresso da Meia Noite- de finais de 2014, período em que já se sabia da iminente bancarrota instaurada pelos governos PS, com prestimoso contributo do arguido nº 44 na prisão de Elvas ( Évora, só dei agora por ela...) , mostra bem a semelhança que temos com o regime angolano que agora se pretende sindicar mediaticamente. Pela mesma SIC e pelo mesmo modo cretino.

A figura de relevo do programa é Maria José Morgado, a passionária da luta contra a corrupção inconsequente e deletéria.

O que ela diz do regime que herdou fundos estruturais da CEE e da UE é arrasador porque se entende o raciocínio básico e fundamentalista, sem a devida delimitação conceptual ( a Morgado foi educada numa esquerda radical, no pensamento e acção) : corrupção generalizada.  E a maioria concorda, claro. Quem discordaria e daria a dimensão exacta do fenómeno com o historial dessa mesma extrema-esquerda e contributo acrescido para tal ambiente?

Mas...que corrupção é esta de que fala a passionária do MºPº?  A corrupção política que a outra, a do facto típico, ilícito e criminalmente punivel, essa era miragem que a magistrada do MºPº nunca cheirou devidamente, porque, sendo responsável de topo nesse mesmo MºPº fez o que os demais magistrados fazem: o que lhes deixam fazer, legal e institucionalmente. Pouco.

O caso de Angola, actual, assemelha-se pelo seguinte: a corrupção política não deve ser confundida com aquela que o poder judicial pode controlar, investigar e reprimir legalmente.

Confundir as duas coisas, como também o fazia a então passionária é fatal para a credibilidade.

O jornalismo luso nunca percebeu isto. Nunca. Particularmente os cretinos da SIC e do Expresso.

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Obscenidade política