segunda-feira, 9 de março de 2020

"Quando mato alguém fico um bocado deprimido"...

Este "Caderno de Reportagem" da Relógio d´ Água Editores,  data de 1984 e relata alguns episódios prisionais e factos que os motivaram, através de entrevistas efectuadas por Jorge Trabulo Marques.

O autor é um dos aventureiros cujo destino é incerto mas vale a pena ler algumas passagens das suas 57 páginas de escrita.

Ficam aqui estas para se ler como o tempo passou em Portugal e se alguém será capaz de reconhecer já esse tempo...

Esta é uma pequena parte da história de vida de um assassino, chamado Manuel "Alentejano" e isto parece-me consentâneo com uma realidade que parece ter desaparecido da paisagem mediática.

Hoje em dia nem os criminosos são assim. São piores...

Num dos recortes aparece a notícia do Correio da Manhã sobre a pena aplicada ao homicida: 63 anos de prisão.
Isso aconteceu antes de 1982, em que tal era possível, através da soma aritmética de penas aplicadas pelos crimes, como hoje ainda devia ser e não é porque a lei obriga a uma soma jurídica em que o máximo nunca pode ultrapassar os 25 anos.
Nessa altura  entrou em vigor o Código Penal figurado por Figueiredo Dias  e que deu o resultado que se pode ver, actualmente o qual suscita uma eventual revisão que o partido Chega pretende ser, além do mais, a  repristinação de penas ainda mais antigas como a "pena perpétua". Para estes casos não era preciso...


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