quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E o Brasil também! Mas é só fumaça...


Esta imagem é do Público de Domingo. Dá conta de uma reportagem antiga da revista brasileira Veja, sobre o antigo homem forte do PT de Lula, José Dirceu.
Acusado num processo de corrupção, chamado "mensalão" ( uma espécie de renda que certos políticos concediam a quem os apoiava, assim quase a modos que um crédito sem cartão, mas a pagar pelo Estado e sem documentos à vista, como parece que por cá foi norma no governo de José Sócrates), José Dirceu é naturalmente inocente. Sempre inocente porque estas pessoas são sempre inocentes. Mesmo assim, inocente, demitiu-se do governo de Lula. Tal não impediu de continuar a ser uma espécie de Jorge Coelho lá do sítio. Ou Miguel Relvas em relação ao PSD. Aliás, Miguel Relvas é conhecido de Dirceu e que ontem esclareceu ao Público a dizer que "existe uma relação pessoal com José Dirceu, mas deixando bem claro que é completamente despropositada qualquer ligação nos termos reproduzidos pelo jornal."
Quanto a Miguel Relvas e a essas ligações, o mais que se pode dizer actualmente, é que o fogo à beira da estopa normalmente dá mau resultado. E por outro lado, quem se indigna com um procurador que sai do MºPº para ir trabalhar para uma empresa privada ligada a casos processuais que tratou, devia indignar-se muito mais com estes fumos de..."sistema de contactos". No entanto o "mal-estar" parece que é só apanágio do MºPº...

A essência do método Dirceu é explicada no artigo do jornal: " Hoje é consultor de empresas e empresário, o que aumenta aura de nebulosa de poder e influência ao seu redor. Mas, como notou ao Público um editor de um grande jornal brasileiro, perante a inexistência de um único caso concreto de influência de Dirceu na concretização de qualquer negócio, "tudo isso virou fumaça".

"Ninguém sabe o que ele faz, a não ser que conversa com empresários importantes, que querem tê-lo à mão para abria alguma porta ou resolver qualquer problema que tenham com o Governo".

No esquema infográfico do Público há um personagem permanente nestes assuntos. É outro inoxidável do regime. Está retratado, na direita baixa: Mister Bes. Cujas ligações aos casos do tal procurador são também conhecidas.
Daí que se possa continuar o postal anterior e concluir que o Brasil também já está entre nós. Há muito tempo, aliás.

4 comentários:

Carlos disse...

Afinal de contas...não somos todos irmãos?!

Floribundus disse...

passem por Belém e entre os pastéis e o jardim
recordem-se do que aconteceu no chão salgado

Gonçalo Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Streetwarrior disse...

Carlos, tirou-me as palavras da Boca.
Talvez o tivesse colocado entre Áspas.
Recapitulando...não somos todos ""irmãos"".