segunda-feira, 15 de março de 2021

A guerra em África como festim da esquerda

 No Público de hoje, comemorativo da efeméride do começo da "guerra colonial", ou seja do combate dos movimentos nacionalistas africanos, em Angola, contra o inimigo invasor, português e colonial, atinge o paroxismo do enviesamento de esquerda que domina a equipa redactorial do jornal. 

Neste caso é a jornalista que parece uma galinha sem penas, Ana Sá Lopes e um tal Jonuel, jovem esquerdista do tempo do colonialismo que lutou em Angola contra os portugueses, seus concidadãos, em prol dos movimentos nacionalistas e em nome da ideologia comunista. Em vez de lá ficar a fazer companhia a tais camaradas ideológicos e aproveitar as delícias da obra que ajudou a construir, pôs-se ao fresco, retornou e arranjou poiso no ISCTE ( onde mais?!) para escrever artigos destes, obviamente solicitados pelo Público do Carvalho que deslustram sempre o regime anterior em nome de um patriotismo ideológico sempre alinhado à esquerda. A democracia e o pluralismo, no Público é isto que se pode ler: não há nunca a expressão do ponto de vista contrário a tal esquerda e pelo contrário é fustigado sempre quem se atreva a manifestar veleidades de defesa do mesmo. 

Na calha do artigo intercalou-se também o depoimento de António Costa Pinto, o antigo esquerdista extremado, reciclado no politicamente correcto que lhe garante o lugar que ocupa nos media: surfar os acontecimentos sem esquecer o que foi e lhe garante os lugares ao mesmo tempo que dá ideia de estar de fora das contendas ideológicas. Um tartufo. 


 



O topo do bolo está encimado por uma cereja do tempo delas, de Maio a Outubro, sempre vermelhos nesta ideologia sem penas: "Orgulhosamente sós começamos uma guerra". Assim, tal e qual. 

Quem começou a guerra em Angola, quem foi? Foram os colonialistas portugueses ao fustigar militarmente os terroristas que antes chacinaram em massacres alguns brancos tidos como colonialistas a expulsar de um território  dividido em etnias, tribos, crenças e sem qualquer unidade a não ser a conferida por quem os administrou desde o século XVI e lá colocou um padrão a dizer que também era terra sua e não apenas de algumas tribos dispersas e sem direito especial de açambarcamento indiscriminado e territorial. 

  Quem definiu as fronteiras de Angola? Foram tais tribos? Nem por sombras. Foram precisamente os que lá foram no séc. XVI, brancos portugueses que por lá ficaram para tomar conta do que era de ninguém porque ninguém lá vivia.  

E tal aconteceu em época tardia, em que todas as potências europeias entendiam possuir um direito de pernada inalienável, nos territórios africanos. 

Mais uma vez com uma legitimidade baseada na força e nunca em descobrimento prévio, ocupação de res nullius ou outra justificação que não contendesse com direitos dos autóctones, nascidos na terra e ocupantes primitivos da mesma. 

Ingleses, franceses, belgas, holandeses e alemães fizeram o que quiseram de tais terras de África no século XIX. Os ingleses quiseram mesmo apoderar-se do que nós tínhamos descoberto e ocupado desde o séc. XVI. E por causa disso surgiu o nosso nacionalismo mais exacerbado que nunca mais se replicou do mesmo modo, nem sequer no tempo do fassismo, mas irrompeu ainda no tempo do republicanismo maçónico da I República.

O que fizeram os "founding fathers" da América, no século XVIII?  Tomaram conta de um território que foi explorado inicialmente por europeus que lá foram parar, em nome de potências da época e rebelaram-se contra as mesmas, colonizando-o extensivamente e tomando o destino nas próprias mãos,  declarando-se independentes, após guerras civis. 

Qual a legitimidade? A da força e do número. Os nativos da terra, índios, foram massacrados, isolados e reservados em campos de atracção turística, até hoje. Colonialismo, isso? Exactamente e do pior. Daquele que depois pretende dar lições a outros que nem sequer fizeram tais figuras, como foi o caso dos portugueses. 

Por isso mesmo vale a pena lembrar como esses americanos noticiaram o início da "guerra de África", em 1961. No caso na Life, com um repórter que lá estava à espera do maluco do Henrique Galvão e do pirata Mortágua. 

As imagens são de um arquivo da Internet e foram tiradas deste blog de esquerda







Estas imagens mostram  funerais de portugueses que foram massacrados por elementos de movimentos nacionalistas como o do indivíduo acima mostrado que escreve no Público do Carvalho e que lá estavam a trabalhar segundo usos e costumes da época, eventualmente com exploração de trabalho local, mesmo escravo, tal como os "founding fathers" faziam, séculos antes e os seus sucessores continuam a fazer nos mesmos sítios. 

Algumas imagens recolhidas da NET relativas a tais massacres mostram a elevação e dignidade de tais ataques, obviamente aproveitadas pelo regime para a propaganda necessária ao esforço de guerra que tal implicou porque quem não se sente não é filho de boa gente e quem se deixa derrotar por estas acções, sem reagir ou sequer tentar defender o que lhe pertence, tem um nome ou dois: cobarde ou traidor. Um dos dois aplica-se ao indivíduo acima mostrado, com toda a plenitude da expressão porque é disso que se trata, um indivíduo que defende quem atacou os que em princípio deveria defender. 



De resto o problema do jornalismo em Portugal acerca destes assuntos é deveras sério, no que se refere ao enviesamento ideológico dos públicos do carvalho e doutros. 

A estes não lhes interessa relatar factos ou tentar obter a objectividade necessária sobre os mesmos, mostrando os lados das questões suscitadas ou as perspectivas diversas dos assuntos em causa. 

Interessa-lhes sempre mostrar o lado em que estão, geralmente de esquerda, sintonizada sempre com a velhíssima questão da luta de classes, modernizada agora com a luta pelas identidades ou pelas igualdades a todo o transe que consiga reconduzir a discussão ideológica sempre para aquele campo do nós, defensores dos pobrezinhos contra eles, defensores dos ricos e privilegiados. 

É este simplismo de bestunto que os anima, em toda a sofisticação pindérica que exibem nos escritos. E as Sonaes contemporizam com esta aldrabice porque lhes faz jeito ter idiotas úteis deste estilo a trabalharem para si e sem os incomodar. 

Assim, poderiam ler e dar a conhecer coisas que mostrassem outra perspectiva dos factos e acontecimentos; que dessem a conhecer as razões por que Portugal na época e sob o regime de Salazar se empenhou na luta contra a guerrilha a que foi obrigado sob pena de ver alcançado o que em 1975 foi conseguido por esses mesmos que continuam a defender o mesmo, na luta de classes: entregarem os territórios de mão beijada a quem proclamava o mesmo que eles, ideologicamente e só por isso. 

Por exemplo, a galinha sem penas poderia ter lido e mostrado este estudo universitário, despretencioso e que procura mostrar como se processou o "viés" informativos sobre a "guerra" em África

É um pequeno estudo  da autoria de uma estudante, orientada por um professor no Instituto de Estudos Sociais. 

Tem o mérito de mostrar os dois lados e procurar compreender porque razão Salazar fez o que fez e o país, a Nação, como então se dizia, aderiu a tal política, mesmo isolado de um mundo dominado por uma América dos tais sucessores dos "founding fathers" que aliás Salazar conhecia de gingeira mesmo sem lá ter posto os pés, ao contrário de muitos que se fartam de viajar e só reparam nas coisas do mesmo modo que os bois olham para os palácios. Sim, é de Mário Soares que falo...









Sobre os movimentos nacionalistas, incluindo os dominantes comunistas há um artigo de uma organização de índole europeia-africana- EISA- que mostra o que foram e como nunca serão o que a EISA pretende, ou seja, que se tornem democráticos...porque o tribalismo e o racismo nunca poderão sê-lo e erradicar tais características aos povos africanos é mais custoso do que mudar a linguagem para a mesma se tornar inclusiva..: 






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