terça-feira, 2 de março de 2021

O Inacreditável assenta no CSMP

 O advogado Manuel Magalhães e Silva, fundador do PS, experimentadíssimo em participações em conselhos superiores, mormente do Ministério Público para onde foi mandatado pelo PS para exercer aí comissão, a propósito da escolha que ele e mais dois elementos do mesmo CSMP fizeram no passado dia 24 de Fevereiro, dos coordenadores do MºPº nas comarcas do país disse hoje esta coisa inacreditável, aqui:


Este advogado Inacreditável diz que "se tivesse tido informação prévia de que os magistrados estiveram envolvidos em processos de investigação que poderiam ser considerados prejudiciais para o PS, não teria aceitado fazer parte do júri" mas a frase deve ser lida assim: se soubesse que isto ia dar outra polémica como a do procurador europeu ou ainda mais que isso ( parece-me ser de ponderar a instauração de inquérito para averiguação criminal de abuso de poder) , não teria feito o que fiz e punha-me de fora, deixando de ser comissário do PS, para o efeito. 

É inacreditável pelo seguinte motivo que este Inacreditável deve entender bem: como advogado, fundador do PS,  experimentado nestas andanças e que participou na escolha dos magistrados coordenadores de comarca, juntamente com outra pessoa ligada ao PS, também em comissão respectiva e mais um magistrado de carreira ( de esquerda, note-se) Magalhães e Silva tinha que saber quem eram os magistrados que iriam escolher para as comarcas e isso vinha no currículo. Três pessoas portanto, com destaque para o experimentadíssimo Magalhães e Silva que evidentemente terá liderado todo o processo, pela figura de influência que tem. 

Um dos preteridos por opção de tal júri até faz parte do próprio CSMP ( Carlos Teixeira, sendo bem conhecido e portanto não era um magistrado anónimo para o dito advogado). O magistrado Filipe Preces, outro preterido inexplicavelmente, notabilizou-se no processo Face Oculta ( é dele a responsabilidade essencial das investigações que visaram figuras gradas do PS) bem como no processo do Marquês o que é do conhecimento geral de quem anda no meio. 

Este advogado em diversas ocasiões foi chamado às tv´s pelas donas Lourenças de serviço para perorar sobre tais processos e suas complexidades, esquecendo aliás com frequência inaudita o seu dever de reserva, o que o faz incorrer em ilícito disciplinar a que aliás ninguém ligou, nunca, havendo por isso uma prevaricação reiterada a que aliás ninguém liga, nunca também. 

Quem acredita que este Inacreditável tenha dito tal coisa inacreditável?!

O que deveria fazer Manuel Magalhães e Silva? Demitir-se. Ontem, claro está. Ou anteontem. Ou de preferência antes do dia 24 de Fevereiro deste ano. 


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