quarta-feira, 3 de março de 2021

O mal e a caramunha de Magalhães e Silva...

 JN:



O advogado Manuel Magalhães e Silva, membro do CSMP designado pelo PS, experimentado nestes poisos vem agora derramar lágrimas de pena profunda e de pesar dorido pela mágoa sofrida, por causa de ter sido o principal escolhedor dos nomes de magistrados que integraram os lugares de coordenadores de comarca do MºPº.

Se soubesse o que isto iria ser...ou melhor, se soubesse que os magistrados preteridos na graduação que fez, ajudado por outra jurista do PS e por um magistrados minoritário, iriam estrebuchar tanto nunca teria aceite o lugar de incumbência. É a chamada prognose póstuma...

Claro, nunca lhe passou pela ideia escolher magistrados para os lugares segundo outro critério que não o do mérito derivado dos currículos expostos. Até nem os conhecia...veja-se lá! E daí a mágoa em que possa haver alguém que tenha pensado nisso, apesar de o próprio declarar expressamente que se puseram a jeito, ambos os dois que foram fazer a escolha por incumbência do cargo para que foram designados...pelo PS.

"É mesmo o princípio da tutela da aparência...na vida pública não basta ser, é preciso parecer", teve ainda a suprema lata de dizer. 

Ou seja, o que fez parece o que provavelmente será, mas não tira daí qualquer consequência a não ser a "mágoa" de alguém poder julgar aquilo que o mesmo assevera não ser, apesar de parecer e tudo indicar que é porque o mesmo indica que é assim que se passam as coisas. 


Enfim. Patético.  

ADITAMENTO em 4 3 2021:


O JN de hoje publica a reacção da PGR ao assunto. Diz que foi tudo legal e que até houve um júri e que a renovação de um procurador para novo mandato depois de ter cumprido dois, anteriormente, foi autorizada pelo CSMP com maioria de votos. Diz que consideraram ser a melhor interpretação do preceito do Estatuto que explica serem admissíveis apenas dois mandatos e que o terceiro só será de admitir em caso de ausência de candidatos...embora a explicação neste caso concreto fosse a de que seria para integrar outra comarca. Enfim. 

Repito: há casos no Ministério Público de inquéritos abertos para se averiguar a existência de crime em situações semelhantes, nas autarquias. Com acusações e julgamentos feitos...




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