quinta-feira, novembro 06, 2008

Michael Crichton

Morreu Michael Crichton, o escritor de "thrillers", de novelas de enredo temático, científico e técnico, vulgarizados mas com intriga suficiente para serem adaptadas ao cinema de grande sucesso.
Nos anos noventa, uma novela como Parque Jurássico, captou a atenção de Spielberg, na altura disposto a filmar outra obra de Crichton, sobre o ambiente hospitalar, na urgência de um hospital americano.
Perante a novidade, optou pela história de dinossauros que fez mais pela divulgação popular destes animais pré-históricos que todos os livros sobre o assunto, antes disso.

Michael Crichton, é das poucas pessoas que admirava como autor de novelas, do género ,a par de Tom Wolfe, pela temática abordada em cada livro e pelo cuidado de pormenor, na recolha de elementos de enredo. Um indivíduo de personalidade interessante, ainda por cima e cuja perda é uma pena.

Não sendo considerada escrita de nível Nobel, é literatura que se lê com imenso agrado, apesar da inundação avassaladora de imitadores e subprodutos, que redundou no caso paradigmático de Dan Brown, com o malfadado Código Da Vinci e a legião de sub-imitadores que por cá, também não faltam, em escritores de intervalo de telejornal.

No caso de Crichton, o primeiro livro que me prendeu a atenção, foi Rising Sun, sobre os japoneses, na era da tecnologia de competição, antes do dvd e da alta definição na imagem. Livro interessante e de leitura rápida, bem escrito e aperfeiçoado na intriga psicológica, da sociologia mercantil e empresarial, entre países e cultura, no caso os EUA e o Japão.
O seguinte, Disclosure, sobre a poder de gestores de topo, em empresas de grande calibre, é outro must, misturado com a questão então nascente, do assédio sexual, como novo delito criminal.
Depois disso, Next e State of Fear, aguardam tempo para ler, mas são livros inevitáveis para esse prazer de leitura agradável e alternativa, a best-sellers menores.
Na altura, da publicação da sequência ao Parque Jurássico, com o título O Mundo perdido, a revista Time, de 2.10.1995, publicou uma reportagem, assim:






Questuber! Mais um escândalo!