terça-feira, 18 de novembro de 2008

Avaliação chilena congelada

"O único direito que está em causa é o direito dos professores que querem ser avaliados e que não podem ser impedidos por quem não deseja sê-lo"- escrevo no Público, o guerreiro da causa do pessoal governamental, Vital Moreira.

E se nenhum professor quiser este modelo de avaliação chileno, e o congelarem, como a pescada que daí vem?

Também não será um direito que lhes assiste?

2 comentários:

JC disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JC disse...

A Comissão de Sábios que António Vitorino propôs ontem, na RTP, servirá apenas para avaliar, no final do ano lectivo, o processo de avaliação, esclareceu o próprio à TSF."

E eu que pensava que António Vitorino tinha tido uma ideia sensata!

Afinal trata-se apenas de uma chico espertice.

Com esta sugestão do Vitorino, avaliava-se, afinal, como quer o Minitério da Educação, e, a final, avaliava-se o processo.
Quando já não se podia voltar atrás.

Até lá, os professores faziam tudo aquilo que está mal nesta espécie avaliação chilena mas para pior: realizavam milhares de horas de reuniões, escreviam toneladas de papel em relatórios burocratizados, não preparavam convenientemente as aulas, davam aos alunos boas notas porque isso também contava para a avaliação (deles, professores).

Entretanto, acabavam as manifestações, levantavam-se as suspensões ao processo de avaliação, já não se faziam greves.
Tudo como quer, afinal, o Ministério da Educação.

Enfim, para resposta a esta espertice saloia de Vitorino, só me vem à ideia a famosa escultura de Rafael Bordalo Pinheiro.
Um grande manguito para ele!