
José Socrates inaugurou este domingo o novo espaço da Fisiogaspar, uma clínica de «bem-estar», em Lisboa.
No decorrer da inauguração José Sócrates fez questão de afirmar que a sua presença era enquanto «amigo» de António Gaspar, proprietário da mesma, e não como Primeiro-Ministro.No entanto, apesar de estar no evento como «amigo», o facto é que chegou à clínica acompanhado pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira e, ainda, pelo secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias.
Como vários comentadores assinalaram, a figura pública de Sócrates, na Cimeira de San Salvador, saldou-se por uma imagem de marketeirice saloia de um computador para crianças de escola.
Muitos, assinalaram a parecença dessa figura voluntarista, com o célebre negociador de bugigangas, Oliveira da Figueira, que o Tintin de Hergé, caricaturou.
Temos agora, mais do mesmo. Um Primeiro-Ministro de Portugal, num Domingo, acompanhado pelo menos de um ministro e de um ajudante, a publicitar, com televisões e media à espreita do acontecimento, a abertura solene de um estabelecimento de fisioterapia. Privado.
O mais curioso, é a peculiar separação público/privado, ostentada na lapela verbal deste Primeiro-Ministro e denotada no traje: o PM ia sem gravata.
Segundo aquele blog, pelo menos oito carros do Estado, fizeram comitiva oficial, num assunto privado.
Várias equipas de reportagem televisiva, foram avisadas pelo ar do tempo. Tudo isso, para uma presença privada, numa inauguração particular, a um Domingo, ao lado de um amigo fisioterapeuta, por sinal o proprietário do estabelecimento.
As assessorias deste PM, tomam-nos a todos por imbecis. Principalmente, aos media. E neste caso, terão razão. Imagine-se uma cena destas na Inglaterra de Blair. Ou até mesmo, aqui ao lado, na vizinha Espanha.
Ou então, na Venezuela de Chavez. E já dará para ver a diferença.
Mais quatro anos disto e teremos o indivíduo a mandar telefonar aos blogs, para esclarecimentos privados. Se entretanto, não arranjar modo de os proibir.