domingo, dezembro 28, 2014

´Com a justiça à perna é só vesgos e obscenidades pela frente.

Correio da Manhã de hoje:
 

Resolutamente a Justiça está à perna de algumas personalidades do PS. Não por cabalas como no tempo da Casa Pia, mas apenas porque os tempos mudaram e a impunidade antiga parece não ter futuro assegurado como dantes.
Por esse efeito, movimentam-se as personagems e peões de brega, sempre prontos para as emergências e a lidar com os touros bravos que procuram amansar com ideias feitas a preceito.

Don Vesgo, personagem sombria deste PS é perseguido pela própria sombra de há uns anos para cá e por isso acoita-se no escuro para se livrar da maldição. A Justiça tem o Perna às costas e o perigo espreita a cada esquina.

Por isso, para grandes males, os remédios de sempre. Mudar de cenário. Por exemplo este que a sempre pronta Fernanda Palma, defende catedraticamente: prisões preventivas? Para quê?   E cita Kafka. Kafka é sempre lembrado nestas ocasiões de perigo para a oligarquia. Paradoxalmente, o perigo que Kafga inventou era mais para as pessoas comuns, o povo simples que se via oprimido por aquela...




Recordemos então que Kafka escreveu O Processo com um pressuposto: a verdadeira inocência de Joséph K. que acorda certa manhã, e, sem motivos conhecidos, é preso e sujeito a longo e incompreensível processo acusado de um crime que não lhe é revelado.

O paralelismo evidente que a catedrática pretende invocar é obsceno, mas é quase sempre esse o registo escrito desta catedrático de direito penal: a obscenidade intelectual derivada de uma defesa à outrance "dos seus".

O José S., recluso 44, não é o Joseph K. de Kafka, por muito que tal se apresente como alibi.  O "processo" é mais que transparente e o que se apresenta agora é o inverso do que sucedeu com o K. Agora, quem pretende esconder a verdade que grita e a Justiça que se impõe é quem já percebeu tudo, mas mesmo tudo e por isso mesmo esconde a Verdade ao povo, em nome da oligarquia de que faz parte.

É muito simples de entender o que Fernanda Palma escreve: obscenidades puras em nome de privilégios que a oligarquia de que faz parte receia poder vir a perder.  

Questuber! Mais um escândalo!