sábado, dezembro 27, 2014

O segredo é a alma das elites? Não. Só dos patrícios.




O advogado das elites, Rui Patrício, costuma escrever no i textos patuscos sobre assuntos  de justiça.
Hoje volta a carregar a pederneira com sal  grosso  de ironia difusa que se espalha  em carapuças com destino certo mas inominado.
Patrício, nessa armadilha de pôr nomes aos boys, não cai. Quer continuar a caçar com gato amestrado para poupar os ratos da sua estimação  e por isso dispara para a moita à espera que as carapuças se enfiem e não lhe estraguem a actividade venatória.
Como Patrício é da geração dos comics da Marvel, falhou a bande dessinée franco-belga da Lombard, Dargaud ou Dupuis, das décadas de antanho.É pena porque aprenderia mais do que através dos quadradinhos estereotipados na definição do bem e do mal para americano ver.
Se lesse aqueloutros,  de subtileza esmagadora para o preto e branco acinzentado da Marvel cheia de cor, poderia encontrar Lucky Luke, um improvável cowboy do tempo da conquista do Oeste americano.
Numa das suas inúmeras historietas aparece o temível Jesse James e a sua troupe de bandidos de opereta que operavam numa cidadezinha do mítico Texas .
 Jesse James era um bandido lendário e de má catadura que sendo tão real passou à história dos mitos.
À semelhança dos heróis bidimensionais de Patrício, a historieta  de Jesse James também não imita a realidade. "São dois  mundos  que vivem paralelamente, que não se tocam, nem sequer, muitas vezes, se conhecem entre si".

Senão vejamos: 

Em primeiro lugar a apresentação do bandido Jesse, auto-justificado em tirar aos ricos para dar aos pobres, de forma prosaica a assegurar sempre uma "inocência". "Rouba mas faz". É inocente porque sim e porque pode ser assim. Até prova em contrário é inocente e ainda nem sequer foi julgado...

( mais uma vez , quem quiser ler a historieta deverá carregar com o botão do lado direito do rato e ao abrir outra janela deve ampliar a imagem carregando segunda vez. A historieta é imperdível e não tem nada, mas mesmao nada de semelhante com a realidade...)


Depois a actividade dos "pistoleiros do costume", aqui caricaturados em agentes da Pinkerton, muito discretos e que guardam segredos como quem guarda cabritos órfãos: todos a balir e os pinkertom acusados de borregarem.


Por fim, um epílogo para esta historieta : o julgamento de um dos bandidos de operta, acusado de assaltar um combóio. É de antologia. Não se diz o nome do causídico, mas é um patrício, pelo colete, pela barba e pela verve. De opereta também.


 

Questuber! Mais um escândalo!