domingo, 30 de agosto de 2020

O professor Buonaventura confinado em Barcouço

O celebérrimo e ilustrérrimo professor Buonaventura, globe trotter do comunismo de algibeira terceiro-mundista, está confinado à sua aldeia, a "30 km de Coimbra", como escreve este fim de semana o jornal i,  sítio onde este perdigão do CES costuma pousar para deixar as suas penas sobre o capitalismo que não desaparece de vez para sossego eterno das ideias peregrinas deste poeta de Barcouço.




Este "cavalo louco" da utopia que sonha permanentemente uma fantasia de Buñuel, confinado à terra da antiga cooperativa revolucionária, reduziu a quimera a um desejo: o de que a pandemia acabe com o horrendo monstro que lhe devora as entranhas neuronais desde novo, o capitalismo. E até congeminou opúsculo sobre o assunto, para juntar às demais inanidades que resumem o seu pensamento.
O pretexto de tal obra é a entrevista do i desta semana, cujo director dá sempre guarida a este peregrino de um infortúnio ideológico e nem sequer o fotografou para a ocasião, no seu meio natural ( as fotos são de há dois anos).
O tema, hoje, aparece suavizado, talvez pelo ar das couves galegas e dos tomates sem pesticida que agora se cheira nas redondezas, já sem a bosta que outrora adubou tal pensamento.

O mundo é difícil de compreender e as  peregrinações do indígena de Barcouço acabavam todos os anos na meca do horror que se habituou a denunciar, num exercício de irresistível masoquismo: desde há 35 anos passava todos os anos o seu tempo de Agosto a Dezembro, nos Estados Unidos.
E durante muito tempo enganou-se o tempo todo...segundo conta. E continuou a ensinar, sociologias, dando verdadeiramente corpo ao manifesto de que quem não sabe ensina.
 O que é que o consumia tanto na sociedade americana para onde ia todos os anos quatro meses de enfiada, viver em tal horror? O consumismo, voilà!

Este professor de utopias que sempre viveu ( muito bem...) delas e foi sempre subsidiado pelos crédulos de tais patranhas, sempre teve este quadro mental que agora passeia nos caminhos de Barcouço, tal como lido também no mesmo i, mas em 23.4.2018 e que agora se transcreve, ipsis verbis et imaginis:

"Boaventura Sousa Santos em entrevista ao jornal i de hoje [ 23.4.2018] conta o que é actualmente a extrema-esquerda comunista, sem grandes rodeios: uma ideologia à procura de uma prática para acabar com o capitalismo, tendo como aferidor e base fundamental a sempiterna luta de classes.

Diz claramente que a democracia burguesa não lhe interessa na medida em que é compatível com o capitalismo e portanto só a democracia popular o poderá combater até à derrota final.

Conclusão lógica: Boaventura Sousa Santos não saiu de Barcouço e do prec dos anos setenta do século passado.

Pergunto-me como é que o Estado português pode financiar um comunista deste calibre e a sua madrassa de Coimbra, o CES onde se ensinam estes princípios ideológicos para pôr em prática quando tudo voltar a ser possível. No dia de s. nunca, pela noitinha.


A democracia burguesa tolera estes revolucionários de pacotilha marxista para quê? Para se arruinar? Para mostrar que é superior a estes totalitários do pensamento? Para compor um ramalhete pluripartidário?
Como isso, se o próprio nunca admitiria num sistema por si idealizado, tal ideal burguês?

Boaventura Sousa Santos não devia ser financiado pelo Estado português tal como um fascista o não
é. Ponto final e parágrafo.

Se quiser cantar loas ao comunismo que o faça a expensas próprias e veja se arrebanha alguém para a luta de classes em Barcouço e arredores que chegam à Venezuela. "

Até quando o professor de Barcouço que pouco ou nada aprendeu com os seus conterrâneos, continuará a debitar as mesmas ideias no jornal i? Terá avença solidária?


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