segunda-feira, 10 de agosto de 2020

O tempo de Salazar já passou, inexoravelmente. Os valores, não.

Há cerca de 15 dias dei conta de que a homenagem a Salazar por ocasião do cinquentenário da sua morte não despertara nenhum interesse mediático, áparte um pequeno apontamento no Observador.

De facto não houve qualquer notícia nos principais media a propósito da homenagem promovida no Vimieiro e Santa Comba Dão pela Associação de História do Estado Novo ( ASHENO).

A figura de Salazar só suscita interesse mediático se for para o denegrir, ainda e cada vez mais, solidificando a doxa corrente sobre a figura do estadista e do homem de qualidades.

Não obstante houve um sítio na internet- Notícias Viriato- que publicou imagens do encontro de homenagem e não o mencionei.

Aqui ficam algumas imagens do evento:



Numa das fotos aparece uma legenda com a qual concordo: o acrescento ao conjunto de campas, no Vimieiro, estraga o efeito estético de uma beleza rara e intemporal, metáfora do que foi o tempo de Salazar e deixou de ser: uma sobriedade clássica de dignidade irrepreensível.


Entretanto, no jornal O Diabo, um dos colaboradores deste e também na homenagem, o "oficial piloto aviador" Brandão Ferreira, anda a publicar o que escreveu então sobre Salazar. O título do primeiro artigo deveria fazer pensar quem julga que o tempo de Salazar passou e com ele os valores desse tempo:


Quem, hoje em dia, goza do "raro privilégio do respeito geral"?  Alguém será capaz de dizer um único nome, consensual e com o mesmo âmbito?

Não será este "respeito geral" um valor a cultivar, nos dias de hoje? Parece-me que cada vez mais o deveria ser e não é a democracia que o confere, ipso facto. Antes pelo contrário...

No artigo, Brandão Ferreira cita uma edição da Life americana de 29.7.1940, como dizendo de Salazar,  ser "o melhor ditador de sempre".

O artigo é este e foi tirado daqui, onde pode ser lido:




Entretanto uma verificação estatística:

Salazar herdou do republicanismo maçónico uma "iliteracia", ou seja, um analfabetismo de 90%. Dez anos depois, estava em 70% que é mais ou menos o que a propaganda anti-Salazar, precisamente a maçónica e da esquerda em geral,  gosta de propalar...imputando-lhe a desgraça.



Mais: " a ditadura de Salazar é de facilidades e paternalismo, com amplas liberdades de expressão para os seus inimigos".

A homenagem simbólica a Salazar, no dia 26 de Julho de 2020, véspera do 50º aniversário da sua morte teve tudo isto em conta, sendo completamente censurado pelos media correntes, com os jornalistas do costume formados nas madrassas herdeiras do mesmo republicanismo maçónico.

Serão esses os valores que deverão prevalecer ou haverá muito a fazer para repor a verdadeira dimensão que Portugal já teve e as sua população verdadeiramente sentia?

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