sábado, 7 de fevereiro de 2009

A questão de Estado

Negrito
A foto é do Expresso de hoje, e retrata o momento em que Cavaco Silva, presidente da República, entrega um troféu a...Dias Loureiro, ainda esta semana. Foi num torneio de golf, na Quinta da Marinha.

No mesmo Expresso, escreve-se na primeira página que "Dias Loureiro assinou todo o negócio do BPN em Porto Rico", e "esteve sempre presente", no negócio ruinoso, contrariando mais uma vez o que o conselheiro anda a declarar em público.
Portanto, alguém anda a aldrabar. E os documentos não costumam aldrabar, a não ser os falsificados.

O apoio inequívoco do presidente da República a este indivíduo, percebe-se bem de mais: foi seu ministro, seu amigo pessoal de cerimónias socialmente particulares ( festas de casamento de familiares, por exemplo), foi responsável por campanhas eleitorais em que Cavaco Silva participou, incluindo a última presidencial.
Torna-se por isso perfeitamente legítimo perguntar: Dias Loureiro nunca deu dinheiro para essas campanhas? Quanto, ao certo?

Tendo em conta o que se sabe do BPN e da SLN, esta situação pública é insustentável e retira credibilidade à política e ao próprio presidente de todos os portugueses. Não só de alguns, nomeadamente os amigos.

16 comentários:

Tino disse...

Caro José

Desculpe fazer publicidade a um post de blogue alheio.

Mas para quem não viu na TVI - como eu - convém ler o post:

«Manecas», «Zézito» e o Arouca

http://civilizacaodoespectaculo.blogspot.com/

Anónimo disse...

O presidente não quer fazer ondas e o resultado é este. Mas por trás deste há outro, que comentava um conhecido meu há dias quando na sua empresa alguém discutia em reunião um acto muito reprovável em discussão, da boca do director: "se o PM faz eu também posso fazer". E quem diz o PM diz Dias Loureiro ou qualquer outro dos exemplos dos últimos dias. Primeiro estranha-se de depois entranha-se.

Tino disse...

Caro José

Bateu no ponto certo: o financiamento das campanhas eleitorais, sejam do PSD, do PS ou do actual PR.

No fim de contas, todos eles sabem demais e coisas inconvenientes.

E convém que (com ou sem luvas), umas mãos lavem as outras.

O que vale para o Abramovich Lusitano e para o homem incorruptível que gere homens corruptos (Cavaco) vale também para Fátima Felgueiras e o homem corrupto (o Color de Mello Português) que gere alguns poucos homens incorruptíveis.

Como todos sabem demais, convém que todos colaborem no branqueamento geral da podridão da Pátria...

Karocha disse...

Fui ao blog Tino.
Li o seu comentário...
Na minha humilde opinião o Caso Freeport é muito mais complexo, que aquela teoria...

Unknown disse...

Faz muita falta uma coisa que dá (dava?...) por "sentido de Estado".

lusitânea disse...

O Loureiro devia arrumar as botas e sair de cena, em especial do Conselho de Estado.Nunca mais ninguém vai acreditar nele...

Karocha disse...

Se Fosse só o Dias Loureiro...

Ritinha disse...

Boa moeda esta,
ao contrário da "má moeda".

Boa malha.

Ritinha disse...

Nem que seja podre de rico.
Cheira a podre.

Karocha disse...

Tino
Aquela teoria da conspiração, do tal blog, até têm graça, para quem não saiba o que se passa.
E Existem,vide JFK e a bala mágica.
O problema é que os Ingleses, andam a investigar há muito tempo, e passaram-se eu Junho de 2008.
Eles querem saber quem é o mentiroso!

Tino disse...

Karocha

Encontrei, através Do Portugal Profundo, o que diz a TVI.

O aludido post aborda apenas uma singela linha da vasta trama Sócrates/Freeport.

E essa singela linha mostra mais outra mentira. Sócrates não conhecia o Arouca, mas conhecia e eu sei por familiar do Arouca que o Zezito o conhecia.

O Zezito também não conhecia o Manecas. Mas pelos vistos conhecia e bem.

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"A verdade é que o primeiro-ministro e o promotor desaparecido têm pelo menos um amigo comum: Luís Arouca, o célebre reitor da extinta Universidade Independente.
Foi com um trabalho de duas folhas e meia que José Sócrates obteve 15 valores na cadeira de Inglês Técnico, indispensável à conclusão da licenciatura na Universidade Independente. O professor da cadeira foi o próprio reitor da universidade
A verdade é que o tratamento entre reitor e aluno ultrapassou muito o habitual em relações académicas desta natureza. José Sócrates enviou o trabalho por fax tratando o reitor por «meu caro, como combinado, aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês». No fim assinou, «respeitosa e afectuosamente, seu José Sócrates».
Luís Arouca, nessa altura, já conhecia bem Manuel Pedro, pelo menos desde o início dos anos 90. O jornal «Templário» conta que o futuro promotor do Freeport foi o braço direito de Luís Arouca no projecto de instalação de um pólo da Universidade Autónoma, em Tomar.
O primeiro-ministro já disse que não conhece Manuel Pedro, mas o departamento anti-fraude britânico dá como certa que ambos estiveram numa reunião no Ministério do Ambiente. O Serious Fraud Office admite ainda como provável a existência de uma segunda reunião dos dois, apenas na presença de Charles Smith e outros dois administradores do Freeport."

TVI

Karocha disse...

Tino
É pior que isso, não se esqueça, que quando estalou o Freeport, o Independente foi há falência e tudo abafado.
Andam e não é de agora há procura do mentiroso.
Pinóquio, só os Portugueses o chamam.
Mas há um mentiroso, há muitos anos!
Ou se calhar, Mentirosa, já pensou nisso?
O que eu gostava de saber, se o José nos elucidar, é se podem dizer Não ao JMM, no caso do assistente.

Karocha disse...

07 Fevereiro 2009 - 15h21
Pinto Monteiro revelou em reunião ter desafiado Serviços de Informações a investigar
Freeport na mira das ‘Secretas’
O procurador-geral da República (PGR) revelou na última reunião do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) ter desafiado o secretário-geral dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) a investigar as fugas de informação no processo Freeport.

A revelação caiu mal entre os conselheiros, que classificaram a situação como grave, mas Pinto Monteiro diz que se referiu ao tema de 'forma irónica'.

'Vejam lá se sabem de onde partem as fugas', disse o procurador a Júlio Pereira, num encontro recente na Procuradoria com o secretário-geral do SIRP, confirmado pela instituição ao CM, que se escusou a revelar se o tema da audiência foi o Freeport: 'O PGR nunca revelou o tema de qualquer audiência seja com quem for'.

A frase foi reproduzida pelo próprio Pinto Monteiro na última reunião do CSMP – durante a qual o advogado João Correia apresentou uma proposta de sindicância à investigação do Freeport – e imediatamente causou estupefacção nos membros do Conselho. Os conselheiros entendem que o processo Freeport não é passível de 'piadas', ainda mais numa reunião institucional, e entendem que ou o procurador estava mesmo a falar a sério, ou então não mediu o peso das palavras.

Por outro lado, a revelação do procurador-geral veio ainda reforçar a tese de que os serviços de informações poderão andar no terreno em acções de vigilância e escutas a magistrados e jornalistas para chegar às ‘fontes’ das notícias sobre o processo Freeport, que tem como principal protagonista o primeiro--ministro José Sócrates – à data do licenciamento do outlet de Alcochete era ministro do Ambiente.

'INFORMADORES'

Confrontado pelo CM com o pedido de investigação às ‘Secretas’, cujo responsável máximo depende directamente do Governo, o gabinete de Pinto Monteiro nega a solicitação mas admite ter manifestado vontade de acabar com as fugas de informação, referindo-se, por iniciativa própria, ao Conselho Superior: 'Nunca o procurador-geral solicitou qualquer investigação às chamadas ‘Secretas’, limitando-se no CSMP a manifestar o desejo de ver apuradas as constantes fugas de informação, a começar pelos ‘informadores’ que parecem existir nesse CSMP, tema que referiu de forma irónica'.

O CM contactou também o gabinete de Júlio Pereira – que depende directamente do ministro da Administração Interna, em quem José Sócrates delegou essa competência – mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

LEVOU O SPORTING PARA ALCOCHETE

Manuel Pedro, de 49 anos, sócio de Charles Smith na empresa Smith & Pedro – suspeita de ter pago ‘luvas’ no caso Freeport –, foi um dos responsáveis por conseguir, em 1999, levar a Academia do Sporting para Alcochete. Segundo Ana Pedro, ex-mulher do empresário, 'fez muito pela sua terra' nesse sentido. 'As pessoas esquecem que, além de ter ajudado a construir o Freeport, ele trouxe outros projectos, como a Academia do Sporting.' Um dos trabalhadores envolvidos nas duas missões para a Protecção das Salinas do Samouco, criadas pelo Governo de Guterres, confirmou este envolvimento de Manuel Pedro. 'Ele é conhecido por ter estado envolvido como consultor em vários projectos, como esse projecto da Academia', referiu a mesma fonte, que solicitou anonimato.

Recorde-se que o projecto da Academia dos ‘leões’ foi impulsionado no tempo de José Roquette, tendo as obras começado em 1999.

JOSÉ MARIA MARTINS ENTRA NO PROCESSO

José Maria Martins vai entrar no processo Freeport como advogado de um cidadão que se constituiu assistente e apela aos portugueses a que façam o mesmo.

'Tenham coragem, intervenham civicamente nos casos em que a Lei o permite, sendo este precisamente um desses casos ', escreveu o advogado de Carlos Silvino no seu blogue, sublinhando que nada o move contra o PS ou contra José Sócrates. O advogado recorda que 'é um direiro de qualquer cidadão colaborar na descoberta da verdade, na defesa da democracia'.

O pedido de constituição de assistente foi requerido por um emigrante português em França, Fernando Lopes, e já foi aceite.

CÂNDIDA FURA 'BLACKOUT'

Pinto Monteiro reuniu na passada segunda-feira com Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e com os dois magistrados responsáveis pela investigação, a quem reiterou a sua confiança. No encontro, o procurador-geral da República impôs um ‘blackout’

a todos. Ao ver esse compromisso ‘furado’ dois dias depois, com Cândida Almeida a falar na sua rubrica semanal na Rádio Renascença (RR), dizendo que as fugas de informação não partiam do Ministério Público (MP), Pinto Monteiro ficou furioso e pediu à magistrada que repensasse o seu compromisso com a RR.

APONTAMENTOS

MORGADO INVESTIGA

A Procuradoria-Geral da República mandou investigar as 'sucessivas violações do segerdo de justiça' no processo Freeport, inquérito que está a correr no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, coordenado pela procuradora Maria José Morgado.

PROCESSO EM SEGREDO

Apesar dos mais de quatro anos de investigação, o inquérito ao licenciamento do Freeport de Alcochete continua protegido pelo segredo de justiça, uma vez que não há arguidos constituídos no processo e, por isso, os prazos não começaram a ser contados. Já houve buscas mas, oficialmente, não há suspeitos.

ESCUTAS

Os Serviços de Informações estão proibidos de realizar escutas telefónicas mas o secretário--geral do SIRP defende esta mesma possibilidade, sob controlo do Ministério Público, em situações de 'grave ameaça'.

NOTAS

CARTA: MP PEDIU BUSCAS

Segundo a TVI, a carta rogatória enviada pelo Ministério Público para Inglaterra em 2005 incluía o pedido de buscas às instalações da empresa proprietária do Freeport naquele país

PROVAS: DESTRUÍDAS NA VÉSPERA

Dois ex-funcionários das empresas de Manuel Pedro e Charles Smith garantiram ao ‘Expresso’ que grande parte da documentação dos escritórios foi eliminada um dia antes das buscas da PJ

CHAVE: PINOCCHIO PROCURA-SE

A identidade de um homem referido nos documentos por ‘Pinocchio’, ou apenas por ‘P.’, é uma das chaves para deslindar a trama de corrupção em torno do Freeport, segundo o ‘Sol’

josé disse...

Karocha:

Quer-me parecer que o Independente iria à falência mesmo sem caso Freeport. Lembro-me bem que nessa altura o jornal estava já nas últimas. Como foi o caso de O Jornal que também faiu. E muitos outros, sem que se possa dizer qeu foi por causa de conspiração de outros.
Logo, não creio na conspiração para o atirar ao charco.

Quanto ao assistente que agora se constituiu, acho muito bem. Só é pena que não haja mais.

O JMM é advogado do assistente e pode ser. Está muito bem.

Os assistentes têm que ter advogado e pagar cerca de 200 euros para se constituirem como tal.


Por outro lado, quanto ao Correio da Manhã, creio que inventaram uma notíca que não tem fundamento.

O PGR não pediu coisa nenhuma nem os magistrados estão a ser vigiados pelo SIS ou pelo SIED.

Legalmente não poder estar e se o estiverem ilegalmente, não vejo porquê e para quê, como já escrevi no postal anterior.

Só se for para saber onde é que moram, em que carro andam, onde comem.

Isso serve para quê, afinal?

Escutas? Mas algum magistrado fala de processos ao telefone com alguém, porventura?

Já basta o trabalho que têm no tribunal para depois e porem a larachar ao telemóvel.

Give me a break, please!

Karocha disse...

Porque fazem escutas o SIS e o SIEDM, não sei, telefone de rede fixa sob escuta,PT 3meses a meter cabos para descobrir aonde estava, engenheiros informáticos da pt sem entenderem, dowload ao pc, de dentro da pt, foi impossível travá-lo, assistente especial, PJ disse que não era, sis também não era, siedm, também não, vida num inferno!

Karocha disse...

Se o José quiser, também posso contar a proposta do SIEDM, depois o José se quiser apaga, o blog é seu...