quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Aldrabices laranjas

Dias Loureiro disse que foi ao Banco de Portugal, avisar a instituição, na pessoa de António Marta, de que era precisa maior atenção ao BPN. António Marta desmentiu-o por duas vezes, a última das quais em sede de Inquérito Parlamentar. Afirmou que fora precisamente o contrário e que Dias Loureiro o foi inquirir sobre o excesso de atenção, prejudicial aos interesses do banco.

Dias Loureiro disse na mesma Comissão de Inquérito que se Jorge Jordão ( ex-administrador da SLN) tivesse dado um parecer negativo em relação ao negócio ruinoso com as empresas de Porto Rico, teria evitado o negócio.
Ontem, na mesma comissão, o mesmo Jorge Jordão, disse precisamente isso: que escreveu, reescreveu e disse cara a cara ao dirigente do BPN que o negócio não era boa coisa para o banco.

Dias Loureiro já disse várias vezes, incluindo na Comissão de Inquérito que só soube do banco Insular, agora, há poucos meses.

Hoje, na Comissão de Inquérito um alto funcionário administrativo do BPN garantiu que a situação do Banco Insular era conhecida da Administração do banco, porque fazia parte de todos os registos passíveis de consulta por quem administrava.

Depois disto tudo e de se saber hoje que o buraco do BPN atinge o dobro do montante anunciado, Dias Loureiro continua com assento no Conselho de Estado.

O presidente da República anda a envergonhar o país. Com isto e com o caso Freeport. É pena, mas é preciso dizê-lo.

Questuber! Mais um escândalo!