sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Isto vai mal...

Lisboa, 27 Fev (Lusa) - Três investigadores da Polícia Judiciária (PJ) que trabalham no "caso Freeport" garantem que o processo "não esteve parado durante três anos", realçando que foram feitas "inúmeras diligências de busca entre 2005 e 2008".

Em comunicado hoje divulgado, o advogado António Pragal Colaço, mandatário de três dos investigadores criminais ligados à investigação do "caso Freeport", refere que, em Junho de 2008, o "processo tinha nove volumes e 230 apensos".

"Não corresponde à verdade que o processo Freeport tenha estado parado durante três anos", assegura.

Já por duas vezes, o PGR afirmou publicamente que o processe esteve "praticamente parado", desde 2005.

Disse-o em Janeiro deste ano e voltou a dizê-lo recentemente. Foi então desmentido e volta a sê-lo agora.

Hoje mesmo, o Correio da Manhã ( pela tecla de Tânia Laranjo, o que suscita reservas), escreve que o PGR pretendia que o processo fosse tornado público. E que a directora do DCIAP ( e todo o departamento) a tal se opõe .

Não me lembro de coisa igual, nos últimos anos. Quer dizer, não me lembro de isto acontecer...nunca!

Actualização às 23h e 55m.:

Lisboa, 27 Fev (Lusa) - O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) defendeu hoje que é "de toda a conveniência que a estratégia do processo e o desenvolvimento das investigações não decorram na praça pública".

No mesmo dia em que três investigadores da Polícia Judiciária (PJ) ligados à investigação do "caso Freeport" garantiram que o processo "não esteve parado três anos", o presidente do SMMP, António Cluny, apelou "à contenção de todos os intervenientes" no sentido de não se discutir o processo na praça pública.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ não quiseram tecer qualquer comentário sobre a posição tornada hoje pública pelo advogado António Pragal Colaço, mandatário dos três inpectores da PJ que integram a investigação do "caso Freeport".

Questuber! Mais um escândalo!