Vem agora Saldanha Sanches. Fala na PJ e no descrédito que este caso provoca em si mesmo. Saldanha aponta o excesso de garantias como entrave. Júdice contrapõe que não. Que não há excesso nenhum e aponta com orgulho a intervenção do bastonário Marinho por causa das buscas aos advogados...isto já nem apetece comentar muito.
Saldanha Sanches concede que a investigação criminal está destruida..."mas porque é que isso acontece?" - pergunta. Boa pergunta, de facto. O Governo tira verbas, tira apoios e depois é o que se vê. E deita as culpas ao Governo como fautor dessa destruição.
Entra outro interveniente, Raposo Subtil, advogado que lê amplamente a carta rogatória em segredo de justiça ( e ninguém lhe diz que não pode...). Lê para desfazer na investigação criminal, com indicação concreta de que a carta é um boomerang: foi para lá e veio para cá.
Portanto, não há suspeitos. Se não há, existe difamação, diz o Subtil. Boa lógica. Mas está a ler a rogatória o que já não parece grande lógica. Por isso lhe pergunta a animadora: mas V. acredita na carta? Bem...para o Subtil não há processo. Ponto final. A carta nunca existiu, apetece comentar.
Entra o comentador CAA do Blasfémias. Aponta o que disse Saldanha Sanches para realçar que se calhar já há duas ou três campanhas negras, através do Governo que por corte de medidas, anda a manietar a investigação.
E interpela Saldanha Sanches, por causa da "captura" do MP na província, se não haverá também neste caso uma captura do MP outra vez, depois de ter visto o que se passou com as declarações do MP a propósito deste caso. Boa questão. É esse o problema. CAA realça o facto de a investigação criminal neste país, com poderosos...nada feito.
Saldanha Sanches responde que nesse caso já nem é captura: é muito pior. Perante um caso como este, o que se exige do judicial, é que investigue o primeiro-ministro deste país. E Saldanha Sanches tem dúvida que isso se consiga fazer.
Ora aqui temos o que é preciso dizer publicamente, alto e bom som: esta investigação pode efectivamente comprovar que não é possível fazê-la.
Fim do estado de Direito?
CAA casca agora na Cândida de Almeida, referindo o que a mesma disse e tecendo críticas duríssimas à sua intervenção. Boa intervenção, clara e sem papas na língua.
O Júdice a isto que diz? Que conhece o sistema judicial, conhece os actores. Também acha que Cândida de Almeida esteve infeliz que foi um erro e que foi uma má entrevista. Infeliz?!! Porque é que ela esteve mal? pergunta a animadora. Ora...ela disse que se dissesse onde estava o senhor ele foge...diz Júdice.
Mas Júdice confia na coisa e na autonomia do MP perante o poder político. Já não confia na PJ...
O advogado Subtil, sobre a tal captura do MP e da investigação pelo poder político, volta a falar que paga salários ao PGR e a Cândida de Almeida ( já é a segunda vez que diz que paga salários. Era bom saber se paga também os impostos...). Sobre Cândida de Almeida, critica também. "Derrapou um bocadinho", diz o Subtil. "Mas é preciso enterrar este assunto", diz o Subtil. E começa a entrar na explicação do processo penal sobre a noção de suspeitos e arguidos etc etc. Ainda não percebi este Subtil...
CAA outra vez. Não é para enterrar o assunto, diz, mas para resolver o caso. Seria o mesmo que enterrar um vivo.
Subtil outra vez raposão: esta coisa devia ser arrumada porque já não se justifica. Sinceramente, continuo a não perceber esta subtileza.
CAA, replica dizendo que estas coisas não cairam do céu. Há factos, gravações, conjunto de suspeitas que têm de ser investigadas. E não colocar lápides em cima delas. E cita contradições do MP nas declarações prestadas pelo PGR e pela directora do DCIAP. Duro, outra vez.
Quanto a Júdice, contrapõe que acreditar nas boas intenções deste pressupõe que deve acreditar-se primeiro nos resultados.
Saldanha Sanches concede que a investigação criminal está destruida..."mas porque é que isso acontece?" - pergunta. Boa pergunta, de facto. O Governo tira verbas, tira apoios e depois é o que se vê. E deita as culpas ao Governo como fautor dessa destruição.
Entra outro interveniente, Raposo Subtil, advogado que lê amplamente a carta rogatória em segredo de justiça ( e ninguém lhe diz que não pode...). Lê para desfazer na investigação criminal, com indicação concreta de que a carta é um boomerang: foi para lá e veio para cá.
Portanto, não há suspeitos. Se não há, existe difamação, diz o Subtil. Boa lógica. Mas está a ler a rogatória o que já não parece grande lógica. Por isso lhe pergunta a animadora: mas V. acredita na carta? Bem...para o Subtil não há processo. Ponto final. A carta nunca existiu, apetece comentar.
Entra o comentador CAA do Blasfémias. Aponta o que disse Saldanha Sanches para realçar que se calhar já há duas ou três campanhas negras, através do Governo que por corte de medidas, anda a manietar a investigação.
E interpela Saldanha Sanches, por causa da "captura" do MP na província, se não haverá também neste caso uma captura do MP outra vez, depois de ter visto o que se passou com as declarações do MP a propósito deste caso. Boa questão. É esse o problema. CAA realça o facto de a investigação criminal neste país, com poderosos...nada feito.
Saldanha Sanches responde que nesse caso já nem é captura: é muito pior. Perante um caso como este, o que se exige do judicial, é que investigue o primeiro-ministro deste país. E Saldanha Sanches tem dúvida que isso se consiga fazer.
Ora aqui temos o que é preciso dizer publicamente, alto e bom som: esta investigação pode efectivamente comprovar que não é possível fazê-la.
Fim do estado de Direito?
CAA casca agora na Cândida de Almeida, referindo o que a mesma disse e tecendo críticas duríssimas à sua intervenção. Boa intervenção, clara e sem papas na língua.
O Júdice a isto que diz? Que conhece o sistema judicial, conhece os actores. Também acha que Cândida de Almeida esteve infeliz que foi um erro e que foi uma má entrevista. Infeliz?!! Porque é que ela esteve mal? pergunta a animadora. Ora...ela disse que se dissesse onde estava o senhor ele foge...diz Júdice.
Mas Júdice confia na coisa e na autonomia do MP perante o poder político. Já não confia na PJ...
O advogado Subtil, sobre a tal captura do MP e da investigação pelo poder político, volta a falar que paga salários ao PGR e a Cândida de Almeida ( já é a segunda vez que diz que paga salários. Era bom saber se paga também os impostos...). Sobre Cândida de Almeida, critica também. "Derrapou um bocadinho", diz o Subtil. "Mas é preciso enterrar este assunto", diz o Subtil. E começa a entrar na explicação do processo penal sobre a noção de suspeitos e arguidos etc etc. Ainda não percebi este Subtil...
CAA outra vez. Não é para enterrar o assunto, diz, mas para resolver o caso. Seria o mesmo que enterrar um vivo.
Subtil outra vez raposão: esta coisa devia ser arrumada porque já não se justifica. Sinceramente, continuo a não perceber esta subtileza.
CAA, replica dizendo que estas coisas não cairam do céu. Há factos, gravações, conjunto de suspeitas que têm de ser investigadas. E não colocar lápides em cima delas. E cita contradições do MP nas declarações prestadas pelo PGR e pela directora do DCIAP. Duro, outra vez.
Quanto a Júdice, contrapõe que acreditar nas boas intenções deste pressupõe que deve acreditar-se primeiro nos resultados.