No Telejornal da RTP1, agora mesmo, conduzido pela jornalista Cristina Esteves, está Herman José, como convidado especial, a comentar incidentalmente as notícias.
Sobre o "caso Isaltino" e sobre o "caso Rui Pedro" , Herman José esportula a sua opinião tipo tudista. Acha que a Justiça, em Portugal, lembra a inquisição. Tal e qual. A razão encontra-a na incompreensão do sistema e "noutras coisas" que não especifica, mas é fácil de adivinhar, porque se há alguém que não devia falar assim da Justiça, é Herman José. Safou-se por causa de um equívoco e na Inquisição não havia garantias dessas.
Por outro lado, a jornalistas apresentou o tema de abertura do telejornal de hoje, a cerimónia papal referente ao "Angelus", citando o latim original num modo ainda mais original: chamou-lhe "anguelus".
Fica tudo dito sobre este jornalismo, sobre o princípio de Peter e sobre o costume de a RTP dar aos espectadores o chamado jornalismo abaixo de cão. É que nem sequer é aquele do tipo para quem é, bacalhau basta.
E daí...não fica ainda tudo. A mesma jornalista, à míngua de novidades, repassou uma peça de ontem, sobre uma reunião partidária do PS em que esteve presente Jorge Coelho, o regressado administrador da Mota-Engil, dispensado por não ser mais preciso.
E que disse Jorge Coelho para os apaniguados do partido e público em geral ouvir? Que com estas políticas "neo-liberais" ainda vamos regressar ao tempo da mortalidade infantil acima da média europeia e outros índices perigosos para o bem estar social.
Jorge Coelho é o mesmo que assegurava há uns anos, no programa de tv Quadratura do Circulo, que a memória das pessoas é muito curta.
Jorge Coelho é o mesmo que foi designado administrador de uma empresa privada de construção civil e obras públicas e foi durante a "sua" administração que a firma conseguiu umas rendosas renegociações das PPP´s rodoviárias que a beneficiaram de modo inadmissível e prejudicaram o erário público em milhões e milhões.Jorge Coelho, sobre isto, não deve ter nenhuma memória.
Jorge Coelho conta evidentemente com este jornalismo abaixo de cão e com a memória curta dos portugueses para continuar a enganar papalvos.