segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morreu Thatcher


Esta imagem é de um anúncio no jornal inglês de música popular NME, de 22 de Abril de 1978 ( faz agora 35 anos...). O anúncio transporta um título humorístico tipicamente zappeano.
Tal como no anúncio ao disco também a "música" de Thatcher alegrava alguns ouvidos mas... "it didn´t do a thing to me". Porém, à força de ouvir tanta coisa sobre Thatcher "again and again" fiquei com a impressão que afinal pode ter provocado algum efeito. Mas pouco. Não fiquei diferente por isso...

4 comentários:

Floribundus disse...

quebrou a espinha aos poderosos sindicatos.
só assim Tony Blair conseguiu ser PM

deu uma mãozinha para a implosão da urss
Putin deve estar agradecido

Anónimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Para me despedir sem pressas de Margareth Thatcher.

- “O socialismo acaba quando se acaba o dinheiro dos outros”

-“´Alguns socialistas pensam que as pessoas deveriam ser números num computador do Estado. Nós cremos que deveriam ser indivíduos. Ninguém, graças a Deus, é igual ao outro, apesar do muito que os socialistas intentem que seja o contrário. Acreditamos que todo o ser humano tem o direito a ser desigual mas igualmente digno e importante.”

-"Senhoras e senhores, estou diante de vós esta noite com o meu vestido de gala, com o rosto suavemente maquilhado, o cabelo penteado...a Dama de Ferro do Mundo Ocidental. Eu? Uma guerreira da Guerra Fria? Bem, sim - se assim eles querem interpretar a minha defesa dos valores e liberdades fundamentais para o nosso modo de vida"

-“Eu adoro o argumento. Eu adoro o debate. Eu não espero que ninguém apenas se sente ali e concorde comigo — esse não é o seu trabalho.” -

-“Eu não sou um consenso político. Eu sou uma política convicta.”
-“Nenhuma mulher do meu tempo será primeira-ministra ou secretária das relações exteriores – não os postos mais altos. De qualquer forma, eu não gostaria de ser primeira-ministra. É preciso dar 100% de si ao trabalho.”

-“Qualquer mulher que compreende os problemas do funcionamento de uma casa estará mais próxima de entender o funcionamento de um país.”

-“Foi traição com um sorriso no rosto. Talvez essa tenha sido a pior coisa de todas.” - Em 1993, sobre os seus colegas de gabinete que a aconselharam a demitir-se.

-“"Perguntaram-me se estava tentando restaurar os valores vitorianos. Disse directamente que estava. E estou"

Unknown disse...

Não se pode ficar calado quando um gigante tomba. A obra maior de Margaret Thatcher, foi a sua forte contribuição para enterrar o socialismo no seu país e no mundo.

O Partido Trabalhista foi fundado em 1900 por sindicalistas, socialistas de várias tendências e intelectuais marxistas pondo um ponto final à ilusão, pelo menos nas democracias europeias, de que o Estado é o melhor motor do desenvolvimento.

Assim que chegou ao poder iniciou um processo de “desestatização” da economia refém de um sindicalismo paralisante e ineficiente que mantinha o país refém e inviabilizava qualquer modernização. Quando assumiu o poder, a Inglaterra era o mais estatizado dos países europeus com uma economia em vias de colapsar.

Thatcher colocava em segundo plano os grandes custos sociais que resultaram do enxugamento do Estado por considerar que o capitalismo, devidamente livre de amarras, cria riqueza suficiente para que a sociedade dê um salto conjunto de qualidade.
Em onze anos e meio no poder, Margaret Thatcher privatizou furiosamente, enfrentou sindicalistas, encolheu o governo e recuperou a prosperidade dos ingleses.

Em 2 de abril de 1982, acossado pela crise política, o ditador argentino Leopoldo Galtieri movido a meio litro de uísque por dia, resolveu invadir as ilhas que chamava de Malvinas e os ingleses, donos do lugar, chamam de Falklands. Thatcher travou uma guerra a oito mil kilómetros de distância e venceu o que resultou na queda do ditador.


A sua firme postura de confrontação com a URSS e os seus satélites juntamente com o presidente Reagan — com a contribuição inequívoca do papa João Paulo II –, revelou-se vital para a queda do Muro de Berlim e o fim das ditaduras socialistas.


No futuro, não se poderá falar na História do século XX sem incluir um nutrido capítulo sobre Margaret Thatcher. Com o fim das ditaduras comunistas e a chegada da democracia e a melhoria nas condições de vida na maior parte dos países da Europa Oriental, o mundo mudou muito. E para muito melhor.