sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vamos lá fazer o que ainda não foi feito...

O jornal i de hoje mostra onde se pode cortar 40% da despesa pública, em seis soluções que alguns subscritores de um manifesto apresentaram. Quem quiser ler o manifesto pode fazê-lo aqui ( por indicação do comentador Gomez).
O actual governo perdeu dois anos mas ainda vai a tempo...porque ainda temos quem pense nas soluções e em "outras políticas" que não o comunismo bloquista e estalinista.


24 comentários:

Floribundus disse...

acertaram no local dos cortes que por compromissos e falta de coragem nunca foram postos em prática.

substituíram com vantagem o ps e ajs

Vivendi disse...

Era aqui que os media deviam perder tempo e escavar e escavar.

Mas a espuma dos dias vai já já nos levar para outras narrativas.

Contos socialistas cheios de vigarice.

Gomez disse...

O dito Manifesto está aqui:

http://www.umfuturomelhorparaportugal.blogspot.pt

josé disse...

Obrigado. Já lá está a ligação.

zazie disse...

Olha o Gomez.

Seja bem-vindo, por todos os motivos.

JC disse...

A quantos milhões de euros corresponderiam estes cortes na despesa pública?

josé disse...

1200 milhões.

Carlos disse...

Ou seja, cerca de 1,5% da despesa pública (mais ou menos 0,6% do PIB).

Um pouco distante dos 40%...

JC disse...

1.200 ME já dava para compensar o chumbo do TC

Carlos disse...

Sim, dava, mas é importante perceber que 40% da despesa pública são mais de 31000 Milhões.

Carlos disse...

Bom, fui ler o manifesto a ver se percebia os 40%...

Não se fala de redução de 40%, fala-se da redução, em quatro anos, até se atingir 33% do PIB. Os 40% seriam o tecto máximo que a despesa não deveria ultrapassar.

Ora bem, actualmente a despesa pública são uns 46%, mais ou menos 78000 milhões. Reduzir para 33% significa cerca de 21000 milhões...

21000...
21000...

Todos nos lembramos do alarido, da "impossibilidade" de reduzir 4000 milhões...

E, já agora, o manifesto é muito bonito, mas explicar, quantificar como se chega a esses mirificos 21000, tá quieto.

JC disse...

Pois....
E acabar com empresas municipais, institutos e fundações, quantos mandaria para o desemprego?

Gomez disse...

Olá Zazie e José, tenho andado desaparecido ... a tentar escapar à crise ;-))

Luís Gonçalves Rosa disse...

Miguel Cadilhe há uns anos defendia que se vendesse ouro do BP para pagar as indemnizações dos despedimentos de umas dezenas ou centenas de milhar de funcionários públicos.

hajapachorra disse...

Há uma coisita, sem importãncia é certo, em que os senhores não mexem, a grande vaca, a vaca-sagrada da rtp. Por isso Alberto da Ponte está lá a sujar a lista.

hajapachorra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
hajapachorra disse...

Corrijo: querem acabar com o conselho de opinião da rtp. Lindo.

Zephyrus disse...

Querem poupança na Educação? Explico como se faz.

Voltem as EBM's, também conhecidas como telescolas. Os alunos no 5.º e 6.º ano tinham apenas dois professores. As aulas eram em escolas primárias de vilas, aldeias, pequenas cidades. Os alunos ficavam perto da família até mais tarde, e não se «perdiam» com pais, avós e tios por perto. Os livros vinham da Imprensa Nacional, eram a preto e branco e em papel barato. Mas tinham conteúdo. Vão à Biblioteca Nacional e vejam o que os alunos liam: Fernando Pessoa, José Régio, Luís de Camões entre outros da nata dos autores nacionais...

Poderiam não ter maturidade para compreender, mas não duvido que essas leituras... davam uma maturidade mais precoce.

Comparem com os livros actuais. Cheios de esquemas, tabelas imagens, infantis e com pouco texto. E caros, aliás, caríssimos. Será necessário? Não. Um professor, sem burocracias estalinistas, tem tempo para preparar os materiais, escolher os textos de autores e livros de referência e preparar as aulas. Manuais das editoras para quê? Custam 200 milhões ou mais por ano ao Estado.

Mas há mais. O Superior é um poço de desperdício. Matérias que se repetem entre cadeiras. Cadeiras que repetem matérias de outras cadeiras e que, portanto, poderiam ser eliminadas (ai as capelinhas). Taxas de reprovação superiores a 50%: parece que gabinetes e institutos recebem mais quando há mais alunos inscritos, ou seja, reprovar dá lucro. Pelo menos até anos recentes era assim. E quem me disse isto é amigo de Mariano Gago. Sabe do que fala.

Há um excesso de Escolas de Saúde. E de politécnicos. Até uma Universidade pode ser encerrada: a Universidade do Algarve. Serve uma região com 400 000 habitantes. E os melhores alunos... vão todos para Lisboa ou Coimbra. É mais um poco de capelinhas e um politécnico serve perfeitamente. Ah! O curso de Medicina algarvio é uma anedota que merece ser denunciada. Mas isso os jornalistas não investigam. Em breve teremos médicos... que nunca foram submetidos a exame de Anatomia ou Fisiologia. Mas era mister ganhar a Câmara de Faro para o PS... e a própria JSD fazia disso bandeira. A troika deveria visitar a Faculdade de Direito de Coimbra. Aquela em que, quando vão mais alunos que o normal às teóricas, não tem lugar para todos. Em 2005 era assim. Creio que não mudou nada. Disseram-me que em universidades americanas quando um professor tem mais de 10% de reprovações a um exame fica com o emprego em risco. E um aluno que reprove mais de um semestre é convidado a sair da universidade. Aqui há cadeiras ondem reprovam 90%. Na UP há casos desses. E tudo culpa da incompentência de quem lecciona.

Bolonha é uma comédia que merece ser denunciada. Mas não interessa. Explicarei depois porquê.

Zephyrus disse...

Se o Estado parar de financiar os manuais e se parar com o financiamento aos colégios com contrato de associação poupa 400 milhões. Se acabar com as ajudas às universidade privadas poupa ainda mais. Tudo sem despedir professores ou cortar os seus salários. Pode ainda ir mais longe e fechar o que está a mais no Superior. E a poupança aumenta.

Zephyrus disse...

Uma elevada percentagem dos alunos de Medicina Dentário desiste do curso. O mesmo sucede em cursos de Veterinária, Enfermagem ou outros da área da Saúde. Tudo somado, uma despesa brutal para o Estado.

Em Inglaterra as coisas funcionam de forma diferente. Um aluno quando não entra na primeira opção ou no curso que pretende fica cá fora um, dois ou mais anos a repetir A Levels. E por vezes a trabalhar, se não tiver pais ricos. Se não dr, paciência. Por cá saltita-se de curso em curso enquanto os exames não correm de feiçáo. Em Inglaterra, contudo, as propinas são de outra categoria. Pois.

Zephyrus disse...

E os que andam «a pastar» no Secundário com capacidade intelectual para não reprovar? Conheci tantos...

Quanto custam ao Estado? Os pais não são responsabilizados? Se pagassem uma mensalidade como nos colégios...

Zephyrus disse...

É que nos belos países nórdicos que a Esquerda tanto admira estes casos têm outro tratamento. E a censura social pesa...

José disse...

Zephyrus:

O jacobinismo ambiente e solidificado abandalhou isto tudo, como bem exemplifica.
Aproveitaram as medidas comunistas do Rui Grácio e depois foi um ar que se lhes deu, com as novas medidas jacobinas.

Foi isso que abandalhou o ensino e é isso provavelmente uma das causas mais importantes da nossa miséria actual.

lusitânea disse...

A criação de "lugares" e a política de "novas oportunidades" estilo Relvas e Sócrates foram uma praga democrata de que ninguém se responsabiliza.Assim como da nossa colonização salvadora do planeta.Felizmente que o TC não retirou a ninguém direitos.Mesmo aos ilegais...que os 170000 nacionalizados nos 2 últimos anos já em bairro social que ainda não foi pago devem sair muito baratinhos...