segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A sabujice jornalística

O CM de hoje  relata factos do processo do Marquês em que se torna evidente a promiscuidade mais sabuja de alguns jornalistas relacionados com certo poder político. Para quem entende, meia palavra basta,  por isso aqui fica:


Curiosamente o mesmo jornalista continua a dirigir o Jornal de Notícias e na edição de hoje publica esta pérola, até aqui reservada ao Correio da Manhã. É, por isso, uma notícia mais Correio da Manhã que o Correio da Manhã, pá, o que o director Camões autorizou na edição de hoje. Indecente, pá!



Mudou de ideias, este director apontado directamente ao jornal pelo visado na notícia? Vejamos: está na hora de o Correio da Manhã lhe devolver a atenção e desvelo que o mesmo lhe dedicava naquele tempo de sabujice comprovada em que o mandador queria saber quanto ganhavam as pessoas do C.M.
Perante aquela curiosidade, o CM tem agora legitimidade para se inteirar de quanto ganha o jornalista Camões na actividade que exerce a publicar notícias, algumas delas encomendadas, como se dispunha então a fazer. Ganhará mais que o director do CM? Menos? A curiosidade é grande.

De resto a notícia do CM de hoje nem é sequer típica de julgamento mediático. Mas a do JN de hoje é completamente tributária dessa ideia peregrina que incomoda a sabujice ambiente.

Portanto, quem anda agora a fazer a cama ao Zé Sócrates, pá, são aqueles que dantes lhe aparavam o jogo...

Isto em um nome, não tem?

12 comentários:

Floribundus disse...

'torpes dejectos' como dizia Jorge de Sena

quando a merda pensa que é pastel de nata

jkt disse...

«Diz que as escutas e prova indirecta não chegam»
Pois. O direito penal dos gelados com a testa.

Ricciardi disse...

A prova indirecta, pá, é uma não prova. E uma não prova, pá, é, infelizmente, o que a investigação parece que deu à luz.
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Para saber os rendimentos dalguns jornalistas do cm a judite terá que pedir muita cartinha rogatória a países por onde se processam pagamentos para muitas coisinhas, incluindo fazer fretes, campanhas difamatórias.
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Eu repito e dou uma pistinha. O Dubai.
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Rb

Ricciardi disse...

E a publicidade pá?

Um pássaro disse-me que havia certos políticos da anterior legislatura que, para efeitos de adjudicações (obras, privatizações etc) iam ver o curriculum das empresas candidatas. Empresas com campanhas publicitárias em determinados jornais não viam Deus. Ficavam no purgatório. Aquelas que contribuíssem com campanhas nos média da equipa tinham mais hipótese de obter adjudicações.
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O pássaro ainda foi mais longe. Mas fica para outro dia.
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Rb

Ricciardi disse...

Talvez seja os procedimentos supra os motivos pelos quais no espaço de 5 anos a comunicação social passou a ser um braço armado da política. Mais propriamente inusitadamente anti qualquer tipo de centro esquerda e até centro direita. O jornalismo nesse período virou quase exclusivamente para os lados do coelhismo militante.
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Subsistiram alguns jornais que ainda conseguiram manter alguma isenção politica. O JN e o público.
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Rb

Jorge Marques de Tocqueville disse...

Quando leio a notícia vejo coisa diferente do José. O artigo tenta colocar a existência de conivência e convivência entre ambos (José e Ricardo) no estrito âmbito do "ouvi dizer" e desse modo passar a mensagem de que não existirão provas desse concubinato. Mais uma tentativa de descredibilização das alegações...

joserui disse...

Como é que um Camões destes ainda tem a lata de andar por aí a fazer de conta que é jornalista ou lá que é? E os coleguinhas, zero? É nestas alturas que sinto saudades do Muja, porque estes jornalistas merecem ser brutalizados.

josé disse...

O Ricciardi do BES é muito explícito e foi testemunha, ou seja, jurou dizer a verdade. Logo não é assim tão despiciendo, porque é uma prova directa se diz que viu encontros entre ambos.

joserui disse...

A direita vai-te perseguir até ao fim da vida, pá! — Esta cambada existe mesmo? Que pesadelo nacional…

Jorge Marques de Tocqueville disse...

Não podemos ser ingénuos: se a prova testemunhal não tiver corroboração (registo de entradas e saídas de portaria, por exemplo) então é frágil, não há como fugir disso ademais com os dois putativos intervenientes a negá-lo. O exercício do JN mais não é que esse alvitre, nada de novo e menos ainda um súbito inverter da postura nojenta que sempre teve à imagem e semelhança desse infecto Camões.

joserui disse...

Eu gostava de saber quando é que o labrego vara vai bater com os costados nos calabouços e se vai ter mordomias como o 44… porque ao que estes indivíduos gamam, cinco anos é muito pouco.

josé disse...

Vai bater com os costados logo que o TConstitucional se pronuncie. Segundo sei há algumas semanas o processo ainda nem tinha saído do TR Porto...e portanto há longos meses a esperar.

É a justiça no seu melhor...