sexta-feira, 3 de maio de 2013

O que ainda não foi feito...

Económico:

Durante 30 dias, todos os organismos públicos, incluindo as empresas do sector empresarial do Estado terão de prestar contas ao Ministério das Finanças para que sejam apurados os suplementos remuneratórios de cada um.

Passa a ser necessário informar Vitor Gaspar sobre os valores de subsídio de refeição, dos prémios, dos montantes dos cartões de crédito atribuídos. Ou mesmo se beneficiam de seguros complementares, de motorista, de subsídios de gasolina, fardamento ou residência, de verbas para telecomunicações ou de complementos de reforma.

Reunida a informação, o Governo compromete-se a, num prazo de 45 dias, a normalizar as situações e tomar medidas. Leia-se, mais cortes.



Lá vamos assistir ao Mário Soares a arrancar os cabelos. Desta vez até vai espumar...

8 comentários:

Floribundus disse...

vai haver forte 'ganideira' da parte dos que mamam mais do que foi estabelecido pelo tc para a igualdade dos sectores público e privado.

dizia o sapateiro de Braga
« ou há moralidade ou 'comem' todos»

o boxexas arrisca uma apoplexia

lusitânea disse...

Como quem parte e reparte não é burro vai haver uma excepção para os que ridos eleitos que tão bem têm governado.Quer-se dizer tão bem se têm governado...

Mentat disse...

"...o boxexas arrisca uma apoplexia..."

As ervas daninhas têm uma taxa de sobrevivência muito superior à das úteis e comestíveis.
Por isso não vamos ter essa sorte.
E se tivermos, vai ser daquelas que só provoca aumentos de custos no OGE.
.

Unknown disse...


Presenteio Mário Soares com a tirada monumental de Antero de Quental:



««« Levanto-me quando os cabelos brancos de V. Exa. passam diante de mim. Mas o travesso cérebro que está debaixo e as garridas e pequeninas coisas que saem dele confesso, não me merecem nem admiração nem respeito, nem ainda estima. A futilidade num velho desgosta-me tanto como a gravidade numa criança. V.Exa. precisa de menos cinquenta anos de idade, ou então mais cinquenta de reflexão. É por estes motivos todos que lamento do fundo da alma não me poder confessar, como desejava, de V.Exa. nem admirador nem respeitador »»»

Mentat disse...

O que, para mim, é espantoso nesta notícia, é que, desde que eu me lembro, nos Privados, tem de se justificar tudo o que se paga aos trabalhadores.
Até em contratos com pagamentos em espécie (mercearia, rendas de casa, qualquer tipo de ajuda de custo, km em automóvel particular, etc…), tudo tinha e tem de ser justificado e contabilizado.
E isso traduz-se em pagamento de IRS, IRC taxas autónomas, TSU, etc., etc….
Actualmente, além das declaração MENSAIS, que se enviavam para a TSU e para o IRS, agora além dessas também se manda, MENSALMENTE, mais uma declaração com tudo mais explicadinho.
O que não dispensa a entrega anualmente do modelo 22, mais da IES, mais o Relatório Único, etc.
Ou seja, o Estado sabe ao cêntimo o que se faz na economia privada (do pessoal sério que sustenta o Estado, não do paralelo) e NÃO SABE o que paga aos funcionários públicos ?????
Bolas, que isto já me enjoa e enoja !…

Mentat disse...

Caro Floriano Mongo

O meu nível de cultura é aquele que era definido, se bem me lembro, por um ditado que aparecia ao Sábado, no Diário Popular na página das anedotas:
“A cultura é o que nos sobra depois de nos esquecermos do que nos ensinaram.”
Se Antero Quental escreveu mesmo isso, lá tenho eu que admitir mais um bocadinho (mas pouco) de consideração por essa geração de pensadores e escritores.
É que, por princípio, embirro com todos os “estrangeirados”, seja actuais ou de há dois séculos atrás.
Já me custa admitir ser um apreciador de Eça de Queirós.
Só espero que isso, na altura, não tenha sido dirigido a Feliciano de Castilho.
Aí já não lhe perdoo.
.

Floribundus disse...

falta principalmente coragem
para reformar o estado.
falta determinar o que continua público e o que se entrega aos contribuintes.

os governos não sabem administrar o bem comum
e arrastam consigo todas as formas de compadrio

estive a ler Sena e O'Neil para me situar no presente,
que 'o futuro a Deus pertence'

Kruzes Kanhoto disse...

Então e os 30% sobre o vencimento ilíquido que é abonado a titulo de despesas de representação a titulares de cargos políticos e a dirigentes da administração pública fica de fora?! Onde é que está a moral disto?!