terça-feira, 25 de novembro de 2008

revisionismo

Imagem: revista Indy, do Independente de 27.11.1998


Pires Veloso, antigo comandante da Região Militar do Norte, por alturas do 25 de Novembro de 1975, ao DN de hoje:

"Com que militares estavam em articulação, ao nível do comando?
Com o Jaime Neves - falávamos quase todos os dias. Com o presidente. E vários outros: Loureiro dos Santos, Firmino Miguel, Vasco Lourenço... Com o comando onde estavam o Eanes, o Tomé Pinto e o Garcia dos Santos praticamente nunca falei. Isso foi tudo prefabricado para fazer do Eanes um herói, que até já vem nos livros escolares. Ele não fez nada!

Então quem foi o cérebro do contragolpe?
O Costa Gomes.
Mas era um homem hesitante...
Era. Fazia um jogo. Mas esse jogo era inteligente. Conseguiu evitar a guerra civil. Ele e o Cunhal, ao perceber que os meus homens e o Regimento de Comandos davam cabo deles."

Em 2005, na altura do trigésimo aniversário do golpe e contra-golpe de 25 de Novembro de 1975, ficou reconhecido que Ramalho Eanes, na qualidade de CEME, tinha sido o líder dos operacionais vencedores do confronto que não se saldou em guerra civil, por Álvaro Cunhal ter ganho juizinho e ficado quietinho, sem mexer uma palha. Costa Gomes, como general e comandante supremo das Forças Armadas, foi considerado como o elemento-chave, primordial para se ter evitado a guerra civil e desarmado os revoltosos da esquerda e extrema- esquerda.

Pelos vistos, Pires Veloso, tem outra versão, um pouco revisionista dessa petite histoire. Vamos a ver, no que dará, em termos históricos.

2 comentários:

Ritinha disse...

Se o postal anterior era "O cavaquismo para tótós", este só poderia ser "Tótós do 25A".

dragão disse...

Digo-te por mail..