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A mostrar mensagens de Novembro, 2008

O partido da ilusão permanente

Imagem do Correio da Manhã de hoje.

Imagine-se, um cenário político, actual, neste Portugal europeu, ocidental, com estas características:

-Uma Constituição reduzida ao artigo primeiro e um governo maioritário, saído de eleições, com o seguinte ideário:

- Um partido único, congregador de todas as tendências unificadas, representativas das "classes trabalhadoras", operários em maioria, dirigido por uma vanguarda elitista e de aparelho burocratizado na ortodoxia político-programática, determinada pelos "congressos" "democraticos". Um partido de bandeira vermelha e simbologia marxista-leninista.
Partido único, com semelhantes características, embora de índole abrangente de várias corporações de profissões e ofícios, existia no Estado Novo: a União Nacional. Não há qualquer diferença prática entre a "única orientação geral e a única direcção interna", do partido da classe operária, e o do Estado das corporações. Em ambos os regimes, os restantes parti…

A ministra anarquista

A ministra da Educação, ao Publico de hoje, diz que " se sente anarquista".

Para quem teima em impor um modelo de avaliação de professores, com os antecedentes dos estatutos do professor e do aluno, soa como uma piada. De mau gosto.

Para quem se afirma "anarquista", pressupondo um desmantelamente do poder execrável do Estado, ao mesmo tempo que integra esse Estado e de um modo plenamente autoritário, em contraponto completo e fatal para o anarquismo que ousa professar, só há uma observação racional:

Não faz ideia do que anda a fazer. E essa é uma verdadeira e tristíssima anarquia. Mental.

O meu credo.

Creio em um só Deus. Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Esta crença, separa-me irremediavelmente dos incréus e jacobinos que são legião, no Portugal público e mediático, com maior influência. Mas como é uma crença, respeito as crenças alheias, desde que respeitem uma outra: creio na tradição e no costume e na evolução lenta da sociedade, por fenómenos que a sociologia pode, quando muito, explicar a posteriori.
Creio na Família como unidade fundamental da sociedade que temos. Logo, tudo o que atenta gravemente contra a família, tem a minha oposição de princípio. E mesmo com as contradições inerentes a quem é divorciado, não abdico desse princípio.
Creio ainda, numa Pátria em que nascemos e que durante séculos tem sido cristã, católica mesmo, com separação dessa confissão, de um Estado que, porém, não deve atentar contra a mesma.

Depois disto, que é a base fundamental, creio num regime político de democracia ocidental, em que a liberdade de iniciativa individual, no campo d…

O verdadeiro jornalismo

Paulo Portas, agora mesmo na TVI, disse que o Banco de Portugal, relativamente ao BPN, sabia desde 2006, de factos que integravam a prática de eventuais ilícitos relacionados com branqueamento de capitais. Este facto, é crime grave e levou eventualmente á prisão de Oliveira e Costa. Nem se percebe que tenha sido outro ilícito.
Paulo Portas, referiu que Vitor Constâncio e o BPN, só em Outubro de 2008, dias antes de Miguel Cadilhe ter apresentado denúncia na PGR, decidiu instaurar procedimento contra-ordenacional, por esse facto- branqueamento de capitais.

Dois anos depois, por uma contra-ordenação grave! E de que tinha conhecimento claro e inequívoco, como ele mesmo acaba por reconhecer com o procedimento...contra-ordenacional.

Se o facto se referir a um crime de branqueamento, como tudo aponta, será incompreensível que Vítor Constâncio que ganha mais de 17 mil euros por mês e é reconhecidamente um indivíduo altamente inteligente e preparado, não saiba o que isso significa: cumplicidade…

O boné do Zé

Claro que sim, Zé! A Cooperativa, é toda da social-democracia tipo tio Olavo que dizia assim: "acho que 90 % dos políticos dão aos 10 % restantes uma péssima reputação."

O Carmona, perigoso direitista e reaccionário, sem um glóbulo de social-democracia nas veias, pertencia ao grupo maior, não seria?

O novel conselheiro

El-Rei D. Duarte, no séc. XV, notabilizou-se como autor de duas obras literário-filosófico-ensaísticas.
Uma, o Leal Conselheiro, mostra o sentimento de um príncipe no acto de governar. A outra, Livro da Ensinança da arte de bem cavalgar toda a sela, fala por si.

Ao ler este conselho , dei por mim, a pensar na arte de bem cavalgar toda a sela...do poder.

A figura de palafreneiro, torna-se irreprimível.

revisionismo

Imagem: revista Indy, do Independente de 27.11.1998


Pires Veloso, antigo comandante da Região Militar do Norte, por alturas do 25 de Novembro de 1975, ao DN de hoje:

"Com que militares estavam em articulação, ao nível do comando?
Com o Jaime Neves - falávamos quase todos os dias. Com o presidente. E vários outros: Loureiro dos Santos, Firmino Miguel, Vasco Lourenço... Com o comando onde estavam o Eanes, o Tomé Pinto e o Garcia dos Santos praticamente nunca falei. Isso foi tudo prefabricado para fazer do Eanes um herói, que até já vem nos livros escolares. Ele não fez nada!

Então quem foi o cérebro do contragolpe?
O Costa Gomes.
Mas era um homem hesitante...
Era. Fazia um jogo. Mas esse jogo era inteligente. Conseguiu evitar a guerra civil. Ele e o Cunhal, ao perceber que os meus homens e o Regimento de Comandos davam cabo deles."

Em 2005, na altura do trigésimo aniversário do golpe e contra-golpe de 25 de Novembro de 1975, ficou reconhecido que Ramalho Eanes, na qualidade de CEME…

O cavaquismo em tomografia

Esta imagem da revista Factos, primeiro número de 24.10.1997, fica aqui para complemento da entrevista publicada em baixo do postal.


Para entender em toda a extensão diacrónica o que foi o Cavaquismo, interessa indagar como começou.



Estas duas imagens que seguem, retiradas da revista Grande Reportagem ( de J.M. Barata Feyo e José Júdice e onde escreviam António Barreto e Vasco Pulido Valente, além de Adelino Gomes, Sousa Tavares e Rui Araújo), de 21.2.1985 e 11.4.1985 ( clicar para ampliar), dão a imagem adequada ao início.
Nessa altura, Cavaco Silva era um militante do partido, funcionário público, professor universitário, depois de ter sido ajudante de Sá Carneiro no governo da AD.
O artigo da revista, titulava: "A noite dos facas longas", em que Mota Pinto, aparecia como o cordeiro sacrificial, depois de ter celebrado acordos de coligação quase contra-natura, com a esquerda do PS, de Mário Soares que metera há muito o socialismo na gaveta, e levaria no cachaço por isso mesmo,…

A Balança

Ao contrario do que escreve Eduardo Maia Costa, no Sine Die, secundando a posição habitual de alguns apóstolos, a TVI, na reportagem de Domingo, não se antecipou ao tribunal, e muito menos sentenciou " sem direito a recurso, a condenação de todos os arguidos." Incluindo, "um que não foi pronunciado e dois que nem sequer foram acusados."

O que a TVI fez, foi outra coisa bem diferente e que alguns aparentemente não entendem , aparentando também um estranho incómodo com isso: A TVI, num acto inédito durante este processo, fez o que qualquer tv ou jornal já deveria ter feito há muito e nunca fizeram: apresentar a versão dos factos, pelo lado das vítimas.
Os factos conhecidos publicamente, diga-se. Por alguns, muito poucos.
Os da defesa, incluindo o do tal que não foi pronunciado, já todos conhecem: foi uma cabala.

Parece estranho, neste caso, não parece?

Foi só isso, Eduardo Maia Costa...

As mangas de Tadeu

“Durante os últimos quatro dias, em dois jornais e uma televisão, os impulsionadores da investigação do processo Casa Pia trataram de encostar à parede a juiza Ana Peres. Basicamente, o sentido das afirmações aponta, no dia em que começam as alegações finais em tribunal, que todas as suspeitas e acusações feitas desde há seis anos estavam certas, os poderosos é que entretanto conseguiram dar cabo do processo.

(...)Infelizmente, estes justiceiros que tão desesperadamente actuam defrontam um drama: a investigação incompetente e irresponsável que foi feita tornou inúteis muitas provas, a investigação incompetente e irresponsável que foi feita acabou por levantar imensas dúvidas, a investigação”...bla bla bla bla.

Esta espécie de editorial de Pedro Tadeu, no 24 Horas de hoje, que envergonha o jornalismo mais elementar, por acusar objectiva e gratuitamente, outros jornalistas ( dois jornais e uma televisão que não nomeia e vilipendia), já tem barbas brancas, até aos pés dos métodos do apósto…

A fogueira

Aqui vai uma acha que dá para arder um bom bocado...neste artigo de Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios. Nele se cita um dos membros mais proeminentes da grande União Cooperativa Nacional. Ao longo dos anos, tornou-se um problema para a democracia representativa e o seu normal funcionamento, com pesos e contra-pesos. Na realidade, é de um peso-pesado, o que se trata, e quase sempre a pender para um lado: o do poder real e efectivo que a política concede, no domínio dos media. O lado errado, portanto, uma vez que não funciona sempre como contra-poder, antes como eventual apêndice do poder real, de facto, sobre a democracia. O poder dos directores de informação e o conteúdo noticioso, televisivos e dos media em geral, passa por aqui, por este filtro essencial e primordial que escolhe quem vai escolher. A SIC nunca produziria uma reportagem como a que vimos ontem na TVI, sobre a Casa Pia. Nunca. E porquê? Ora...porque a RTP também não. Nada temos assim, nos media, quem se compare a um d…

Causas das coisas

Da TSF:

A FENPROF exige ao Ministério do Ensino Superior que implemente a avaliação de desempenho para os professores universitários. Desde o início do ano que a progressão nos escalões salariais está bloqueada devido à ausência deste modelo.

Agora, naturalmente, vamos assistir às cabriolas da praxe...tão certo, como essa causa estar perdida.

O processo sumaríssimo do cavaquismo

Imagens da revista do Expresso de 9.6.2007 e 24 Horas de 5.2.2007

Em Junho de 1986, Dias Loureiro, era um aparatchick do PSD. No caso, era Secretário-geral do partido. E nessa altura, nem havia oposição interna.
Em Julho de 1987, o PSD ganhou as eleições, com uma "vitória pela segurança", por maioria absoluta. O PS de Vítor Constâncio, teve pouco mais de 22%. Em Outubro, depois de Cavaco ,mencionar que na Bolsa se andava a vender gato por lebre, esta afundou. Quem ganhou dinheiro, na bolsa, perdeu-o nessa altura.
No ano seguinte, começaram as privatizações, incluindo a dos bancos, sob a batuta to PSD de Cavaco. Vítor Constâncio saiu da direcção do PS, com o pretexto de intromissão de Mário Soares. Freitas do Amaral quis accionar o PSD por causa das dívidas da campanha eleitoral. Vital Moreira e Zita Seabra sairam do PCP. As rádios locais, ganharam carta de alforria, com destaque para a TSF, da Cooperativa que dura até hoje.
Em 1989 e 1990 e 1991, com o Independente, começaram…

Para as Valquírias

Para acabar de vez com as cabalas, urdiduras e outras solturas, próprias de cavalgaduras, fica aí uma entrevista de Rui Pereira, na Visão de 15.1.2004.

Para quem não conseguir clicar e ler, Rui Pereira, diz assim:

" Não acredito que haja um poder capaz de levar crianças e adolescentes a construirem depoimentos a partir de coisa nenhuma. Em relação ao caso Casa Pia, há algo que não podemos esquecer: há crianças e adolescentes que foram abusados. (...) Haver uma cabala significaria que alguém teria levado as crianças a identificar falsamente arguidos do processo."

Ao serviço dos interesses

"Ao contrário do que muitos defenderam, não havia nenhum cabimento para deixar falar Dias Loureiro na AR. Não existe nenhum direito individual de audição parlamentar, nem havia nenhum processo parlamentar em que a audição se pudesse enquadrar. A AR não pode ser instrumentalizada ao serviço de interesses individuais."

Assim entende o virtuoso das causas. E sobre o PGR? Também não se aplica a mesma teoria, ainda com maior razão? Que interesses individuais estiveram sempre por trás dessas audições, já agora e que se tornaram corriqueiras?
E já agora também, por que não se manifestou assim, em Janeiro de 2006, quando foi ouvido na AR, o então PGR, Souto Moura?
Convinha-lhe o silêncio, então? Mas nem todos ficaram calados...

A verdade escondida

Dias Loureiro, nas tv´s de hoje, disse que António Marta, do Banco de Portugal, é mentiroso.

Não disse assim. Confrontado, com o que aquele tinha dito, e que contrariava a sua versão dos factos, disse, reafirmando, que ele, Dias Loureiro, "estava a dizer a verdade".

Como a palavra de um, equivale à palavra de outro, ficamos na mesma: como o Expresso titulou, "quem mente no caso BPN?"

Ora, quem tem interesse nisso. Neste caso, quem tem interesse em mentir? Ambos, um só, ou nenhum deles?

Dias Loureiro foi ao BdP, sozinho, no dia 19 de Abril, às 4 da tarde, lembra-se bem.
E foi lá, segundo contou agora, para dizer ao Regulador, que era preciso dar atenção ao BPN, por causa dos accionistas e que estava preocupado com o que lá vira, nos três meses de administração.
Disse e reafirmou agora que foi lá, apenas para pedir atenção especial do regulador, ao BPN.

E que diz Marta, sobre esta conversa? Que não, não foi nada assim. O que Dias Loureiro foi lá fazer, foi apenas inqu…

Branco é, galinha o põe

Na Quadratura do Círculo, perdão, no Eixo do Mal que decorre, na Sic-Notícias, Clara Ferreira Alves ( como andará a acção criminal contra o VPV?), adiantou em público umas ideias curiosas e pouco correctas, politicamente.

Referindo-se ao caso BPN e explicitamente a Dias Loureiro, Jorge Coelho e uns tantos, disse que já era tempo de as pessoas se indignarem com o facto de uns tipos como esses, que nada tinham, antes de chegarem à política, sairem dela, enriquecidos como nababos.

Foi só isso que ela disse e um dos participantes, com apelido Lopes e de quem me esquece o nome próprio, assentiu e assegurou que ali, sobre isso, todos estavam de acordo e que nem valia a pena discutir tal evidência.

Se é assim, de que estão à espera? De entrar para a Cooperativa? Mas se estes já lá estão!

O nome dos outros

Catalina Pestana, entrevistada pelo Correio da Manhã, hoje, pronunciou-se mais uma vez sobre o processo Casa Pia. Para dizer algumas coisas que merecem atenção e que respondem de algum modo, às observações dos passionarios da cabala em forma de urdidura que só alimentam para manterem poder .

O título da entrevista, pode ser algo redutor, porque a resposta sobre Paulo P. não fica por esse título, da responsabilidade do jornal. Mas é suficientemente explícito para transmitir uma verdade: não houve julgamento, de facto. Nem condenação. Mas precisamente por isso é que também não houve absolvição. Nem houve retractação dos ofendidos.

Tenho escrito e repetido e por muito que isso custe ao mencionado Paulo P. , continuarei a dizer que essa circunstância deveria ser mais do que suficiente para se afastar voluntariamente da política.
É uma opinião. Não uma sentença. E as opiniões ainda devem ser livres, em Portugal. A não ser que a Cooperativa já entenda que não...

Em certo passo, a entrevistada …

A quota

"Somos de uma independência e de uma objectividade a toda a prova",

...disse o director de informação da Lusa ( citado pelo Público de hoje), Luís Miguel Viana, depois de ter sido acusado de censura interna na agência de notícias. Pelos elementos do conselho de redacção, note-se. Luís Miguel Viana, quem é? Fui saber. Ao Google. E o Google nada me diz, para além de ter sido jornalista no jornal regimental, Diário de Notícias. Perguntei ao vento que passa e as notícias, são as do meu país. Coloquei um substantivo e um verbo e saiu-me um artigo, antigo, de 2005 e que define um sócio de peso, na Cooperativa. Aqui vai a quota, para avaliação: Um sinal de que é intolerável mandar prender preventivamente alguém sem razões e fundamentos técnicos adequados, como sucedeu, escandalosamente, no processo Casa Pia não se percebe, ainda hoje, se aqueles cavalheiros são culpados ou inocentes, mas que estavam mal presos foi uma evidência (técnica) desde a primeira hora. O restabelecimento da le…

O Branco dos Beatles faz 40 anos

Sábado, perfazem 40 anos que este disco foi publicado. O Álbum Branco dos Beatles, duplo e de qualidade indiscutível, é um disco de geração.

Na ebay inglesa, até Sábado, decorre um leilão em que o exemplar nº 5 ( os quatro primeiros, ficaram para quem deviam ficar, em primeiro lugar...) pode ser arrematado. A petite histoire conta que um músico entrou numa divisão, onde John Lennon se encontrava, na altura, e onde se encontravam os discos empilhados para distribuição e pediu um. Lennon, deu-lho, dizendo-lhe apenas para deixar os quatro primeiros números.

A parada, hoje, já ultrapassou as 12 mil libras. Um pequeno utilitário. Um disco de utilidade para coleccionadores. Um idêntico, da mesma primeira série, mas numerado nos milhares, vale apenas umas dezenas de libras, se tanto.

A ética e a imparcialidade dos juízes

Decorre desde o dia de hoje até ao próximo sábado, o Oitavo Congresso dos Juízes Portugueses, na Póvoa de Varzim. O tema é «O Poder Judicial numa Democracia Descontente -Impasses, Desafios e Modernização da justiça».
Um dos aspectos mais importantes em debate, é a Ética dos juízes.

Julgo que a propósito disso, bastaria ler em voz alta e depois reflectir na doutrina exacta de um acórdão do Tribunal Constitucional, já com dez anos.
A propósito da imparcialidade dos juízes, dos motivos para serem recusados e para se escusarem, dizia esse aresto:

“A imparcialidade do juiz pode ser vista de dois modos, numa aproximação subjectiva ou objectiva. Na perspectiva subjectiva, importa conhecer o que o juiz pensava no seu foro íntimo em determinada circunstância; esta imparcialidade presume-se até prova em contrário. Mas esta garantia é insuficiente; necessita-se de uma imparcialidade objectiva que dissipe todas as dúvidas ou reservas, porquanto mesmo as aparências podem ter importância de acordo c…

O jornalismo do costume

Uma notícia no Correio da Manhã de hoje, reza assim ( escuso dizer quem a assinou):

Ministério Público libertou homem que baleou PSP.

Durante uma rusga na noite de 7 de Maio, no Miratejo, Seixal, o agente da Esquadra de Investigação da PSP do Barreiro, Paulo ...., 32 anos, foi baleado no maxilar quando ia deter um traficante de droga. O agente – que é casado com a procuradora Maria ..., do MP do Barreiro – recupera com uma bala alojada no pescoço, mas o traficante que o tentou matar já está em liberdade desde o passado dia 7. O suspeito, de 33 anos, foi libertado devido a um engano do Ministério Público do Seixal, sobre o qual a Procuradoria-Geral da República não quis esclarecer o CM. O magistrado terá pedido a especial complexidade do processo, para prolongar o prazo da prisão preventiva por mais seis meses. Mas como não emitiu um despacho formal dirigido ao defensor do arguido, Bruno Melo Alves, de modo a que este pudesse pronunciar-se, a falha resultou na libertação imediata do tra…

O Humor nacionalizado

Saiu agora mesmo, um livro que recolhe alguns textos escritos e de antologia do Humor Português, de 1969 a 2009 e que merece toda a atenção e recomendação, pela qualidade.

Organizado por Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos, a recolha parte de 1969, altura em que foi editada outra antologia, dedicada ao Humor português, da autoria de Fernando Ribeiro de Mello, da Afrodite e esgotado há muito.

Nuno Artur Silva, é um dos elementos mais representativos da chamada União Cooperativa Nacional. O pai das Produções Fictícias, mexe os cordelinhos de quem faz rir o público, em diversas plataformas, com destaque para a televisiva.
Para quem não saiba, a União Cooperativa Nacional é o sucedâneo moderno da União Nacional de antanho, mas no reverso.
Porém, retoma o mesmo pendor de agremiação de sensibilidades, neste caso encostadas à Esquerda genérica e predominante em Portugal, desde o 25 de Abril de 74; as mesmas parametrizações culturais e espirituais, embora de feição laica e progressista, ao …

O Conselheiro

Da TSF:


O Bloco de Esquerda pediu a demissão do conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro na sequência da divulgação de noticias que apontam a participação do antigo administrador da sociedade proprietária do BPN num negócio ocultado às autoridades.

Nem mais.

A causa perdida

"Em vez de ensinarem, as escolas estão a produzir analfabetos literários e científicos. Sem Português e Matemática, que são ferramentas transversais para todos os demais saberes, não se pode ser bom em nada. A falta de educação pré-escolar digna desse nome, a elementarização do ensino básico (de onde se sai a mal saber ler e escrever e sem saber fazer quaisquer contas), a infantilização do ensino secundário, manuais escolares deficientes, pedagogias laxistas, professores incompetentes e sem a preparação adequada, ausência de uma cultura de rigor e de exigência de avaliação, o horror às reprovações, tudo isto e mais alguma coisa está a fazer do nosso ensino um escandaloso descalabro.
É precisa uma revolução. É o futuro do País que está em causa."
Quem escreveu isto, em Janeiro de 2004, intitulou o postal O Desastre.

Passados quase cinco anos, já poderia escrever, A Tragédia.

Em vez disso, anda a escreve epifanias e incentivosao mais despudorado autoritarismo de maioria absolut…

O espectro do fassismo

Manuela Ferreira Leite, hoje, falou "no final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça «como primeira prioridade» para ajudar as empresas portuguesas. "

Acrescentou ainda, algo sobre o modo de governar e disse:

«Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se», observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: «E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia».

Tanto bastou para que se soltasse o fiel amigo das reacções pavlovianas.

O deputado Alberto Martins, cuja realização máxima de vida pública, ainda hoje se mitifica numa célebre não-intervenção pública num cine-teatro de Coimbra, perante o ministro da Educação de então ( como os tempos mudam...), salivou imediatamente o discurso oficial dos perseguidos pelo antigo regime, das sombras e penumbras da PIDE e dos esbirr…

Avaliação chilena congelada

"O único direito que está em causa é o direito dos professores que querem ser avaliados e que não podem ser impedidos por quem não deseja sê-lo"- escrevo no Público, o guerreiro da causa do pessoal governamental, Vital Moreira.

E se nenhum professor quiser este modelo de avaliação chileno, e o congelarem, como a pescada que daí vem?

Também não será um direito que lhes assiste?

A aldrabice

O governo decidiu no Domingo, a alteração do Estatuto do Aluno, através de um método legislativo, já denunciado como manhoso e manifestamente ilegal- através de uma interpretação meramente administrativa, abroga-se de um diploma proveniente do poder legislativo, uma interpretação dessa lei, incontornável, do ponto de vista literal, historico e sistematico. Tábua rasa, por isso, dos métodos interpretativos e legislativos, admissíveis. Numa predilecção já estranhamente habitual, de tomar medidas ao Domingo, como quem ingere comprimidos para a tosse, o Governo alterou, efectivamente, a única interpretação admissível, de se considerarem faltas por doença, como exigindo um tratamento idêntico às restantes, por outros motivos. Tal houvera sido explicado, antes do ano lectivo começar, com ênfase no aspecto fraudulento de algumas dessas faltas. O artigo 22.º, n.º 2 do Estatuto do Aluno refere que, sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas c…