Sapo24:
Em declarações à imprensa esta manhã, Carlos César confirmou o pedido
de desfiliação de José Sócrates do partido, uma decisão "assumida de
forma responsável" e um "direito" que cabe ao antigo primeiro-ministro.
Nesta
comunicação, que não teve direito a perguntas, o líder da bancada
parlamentar do PS, salientou que o PS se orgulha do contributo do
partido ao longo de toda a história democrática do país e salientou que
José Sócrates deixou "uma marca muito positiva como primeiro-ministro,
num período em que o país alcançou progressos e resultados
assinaláveis".
Sobre a alegada mudança de atitude do partido
relativamente a José Sócrates, principal arguido da Operação Marquês,
Carlos César salienta que o PS "não mudou a sua avaliação numa questão
fundamental: a separação do que é da justiça e do que é da política".
Todavia,
reiterou uma ideia já transmitida ontem de que "se se confirmarem as
suspeitas e acusações" que envolvem representantes políticos, o
sentimento dos portugueses é "compreensivamente" de "entristecimento" e
"revolta".
O truque deste PS é sempre o mesmo: iludir as pessoas em geral que votam porque a alternativa é sempre apresentada como sendo pior. Afinal a austeridade é culpa de quem a aplica e para simplórios será sempre assim. Para tal, basta ao PS acenar com a ideia de esquerda, dos pobres e desvalidos que a direita quer prejudicar mais e está no papo, o resultado eleitoral.
Enquanto este truque durar, o PS será uma excepção à escala europeia onde as pessoas já perceberam o logro de um partido de oportunistas, essencialmente.
Portanto, se estes factos se vierem a comprovar, com trânsito em julgado, claro está e por isso daqui a alguns anos, a revolta passa a efectiva, mas esquecida.
Para já é provisória, mas eficaz. Dá uma imagem de seriedade e com papas e bolos se enganam tolos.
Entretanto hoje no Jornal de Notícias aparece o anúncio de uma carta de desvinculação, enviada ontem ao PS ( por correio electrónico?).
A publicação é no jornal do prussiano Camões, sempre às ordens e que não sente qualquer espécie de vergonha . Para quê? A vergonha não dá de comer...
É pena que o actual director do Diário de Notícias, Ferreira Fernandes, já não escreva editoriais. Sempre poderíamos saber se sente alguma vergonha. Por exemplo, do último editorial, sei lá!