quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A questão do BPN/SLN e Cavaco Silva

Tirado de um comentário no blog Blasfémias:

Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN a um euro cada em 2001. Em Dezembro de 2003, vendeu-as a 2,4 euros, com um lucro de 147.500 euros. O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece. Certo é que foi assegurada ao candidato presidencial uma mais-valia assinalável, que Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda esclarece “ser determinada por um favor contratual de Dias Loureiro ou de Oliveira e Costa, seus ex-ministro e ex-secretário de Estado”.

O presidente da República, que agora se recandidata, nomeou, entretanto, Dias Loureiro, ex-ministro e responsável na sua campanha presidencial, para o Conselho de Estado.

A filha de Cavaco Silva também adquiriu, à época, 149.640 acções da SLN, tendo vendido as suas acções ao mesmo tempo que o pai e pelo mesmo valor: 2,4 euros. O lucro obtido foi de 209.400 euros.

A questão é muito simples de resolver e o bloquista Louçã tem razão: houve ou não favor de Dias Loureiro e/ou Oliveira e Costa a Cavaco Silva e família? A resposta é simples: ou sim; ou não. Com verdade, claro.

O eventual segredo do negócio é a alma do referido contrato. Que contrato foi esse?


4 comentários:

Floribundus disse...

muito pior são os politicos que enriquecem nos cargos publicos.
niguém falou ainda em
freeport, cova da bneira, face oculta, etc e tal

Karocha disse...

Deve estar no segredo dos deuses José!

Um grande 2011 para si e todos os comentadores.

Oscar disse...

Esses assuntos privados só devem interessar a quem acredita na suposta seriedade de Cavaco. Aos contribuintes interessa mais pedir responsabilidades a quem disse que a nacionalização do BPN não iria custar um tostão ao Estado.

Camilo disse...

Eu nunca tive a menor dúvida!!!